Santanna afirma que a empresa pública vai criar rede neutra


O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, afirmou hoje, durante o 21º Encontro Telesíntese, que a universalização da banda larga é uma política estratégica para qualquer país, seja para o aumento da produtividade das empresas nacionais, como também para o acesso à informação. Ele disse que a intenção do …

O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, afirmou hoje, durante o 21º Encontro Telesíntese, que a universalização da banda larga é uma política estratégica para qualquer país, seja para o aumento da produtividade das empresas nacionais, como também para o acesso à informação. Ele disse que a intenção do governo, ao criar uma empresa pública, é a de fazer uma rede neutra. "Queremos eliminar a restrição no controle da infraestrutura", completou.

Ele voltou a afirmar que esta empresa, além de dar acesso à infraestrutura para os que hoje não conseguem contratar a rede, irá oferecer o serviço nas cidades onde não há interesse da iniciativa privada. "Conforme os dados das próprias empresas, em apenas 184 municípios existe a competição. Em mais de 2 mil somente há a atuação da empresa monopolista e os outros 3 mil municípios, segundo ele, estão completamente esquecidos e é lá onde iremos atuar", completou.  

O que está sendo levado em consideração, no caso do Brasil, é a disponibilidade do serviço com qualidade e a questão geográfica. “O Brasil do interior é um país esquecido e as estratégias do governo devem levar em consideração os rincões. O governo possui um compromisso social e deve utilizar os mecanismos de que dispõe para levar concorrência nos lugares onde não existe concorrência”, afirmou Santanna.

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O Secretário explica ainda que há questões de demanda a serem resolvidas no país e que geram grande gargalo: uma delas é o fato de 32 milhões de usuários da classe C, que podem pagar pelo serviço de banda, não terem acesso a rede por falta de infraestrutura. Outro problema diz respeito às pessoas que não têm acesso por morarem em regiões pobres do país, onde a banda larga ainda não chegou. “Existem planos de telefonia celular para as classes mais baixas, porque neste segmento há competição", ressaltou.

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