Saída de Steve Jobs da Apple pesa sobre mercado de ações


Steve Jobs, presidente da gigante de tecnologia Apple, anunciou sua renúncia na quarta-feira (24) à noite, levando as ações da companhia a abrirem a sessão desta quinta-feira (25) em queda após fechar o dia na véspera com alta de 0,7%. Apesar do recuo modesto (1,38% às 11h21 na Nasdaq), os papéis da companhia puxaram o mercado de ações norte-americano, que caiu cerca de 0,9% na sessão.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, no entanto, alguns investidores acreditam que a possível saída de Jobs do cargo máximo da Apple já havia sido precificada nas ações ao longo do ano. O executivo está de licença médica da companhia desde 17 de janeiro por condições de saúde não reveladas, tendo sido substituído interinamente por Tim Cook, diretor operacional da Apple, que agora toma posse definitivamente. Já Jobs assumirá o posto de presidente do Conselho de Administração.

O executivo de 55 anos já havia pedido afastamento anteriormente para tratar de um câncer no pâncreas e, mais tarde, um transplante de fígado, e a sua aparência magra, levantou questões sobre sua saúde e capacidade de permanecer à frente da empresa ao longo dos anos.

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“Eu direi aos investidores que não entrem em pânico e permaneçam calmos. É a coisa certa a fazer. Steve será o chairman e Cook será o presidente-executivo. Isso não é uma surpresa ou algo inesperado”, disse o analista Colin Gillis, da BGC Financial, à Reuters.

Segundo a agência de notícias, qualquer demonstração de fragilidade da companhia abrirá uma oportunidade para concorrentes, a principal delas sendo a Samsung, fabricante da linha de smartphones Galaxy, considerado o melhor competidor do iPhone da Apple.

“Mesmo antes da renúncia de Steve Jobs, a Samsung estava ficando mais e mais otimista com sua capacidade de enfrentar a Apple diretamente no mercado de celulares inteligentes”, disse Mark Newman, ex-diretor de estratégia da Samsung, que também é fornecedora de componentes da Apple.

iPad

O Estado também informou nesta quinta-feira (25) que a fabricação do tablet da Apple, iPad, no Brasil, deve começar apenas em 2012 e não no segundo semestre, como previsto pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante.  De acordo com o jornal, as negociações do governo com a montadora dos produtos da Apple, a taiuanesa Foxconn, se arrastam, e a empresa já teria reduzido sua previsão de investimentos no país de US$ 12 milhões para US$ 10 milhões, e apenas 20% dos componentes usados na produção dos tablets seria de origem nacional.

A Foxconn já conta com 6 fábricas no país, onde produz para empresas como HP, Sony e Dell, além da própria Apple. Segundo o Estado, a companhia buscou o apoio do BNDES para a construção de duas novas fábricas para produzir iPads, mas a instituição não aceitou a proposta da Foxconn. (Da redação)

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