Rompimento de cabos em São Paulo deixa clientes da Eletronet sem conexão


O duplo rompimento dos cabos OPGW na região da Grande São Paulo, entre Guarulhos e Ibiúna, deixou sem acesso todos os clientes da operadora com rotas que terminam em São Paulo ou que passam por São Paulo.

Horizonte com torres de energia e cabos de dados
Foto de Pok Rie, via Pexels https://www.pexels.com/photo/cable-clouds-conductor-current-189524/

Desde ontem por volta das 16h15, os clientes da Eletronet, operadora que vende capacidade de rede no atacado para outras operadoras e provedores de acesso à internet, que têm links que terminam em São Paulo ou que passam pelo PTT local estão sem conexão. Dois cabos OPGW da empresa – uma rota de entroncamento — romperam entre Guarulhos e Ibiúna, na Grande São Paulo e só às 11 horas de hoje, 6, a equipe técnica de Furnas foi autorizada pelo Operador Nacional a subir na torre para retirar os equipamentos.

De acordo com o diretor de Operações da Eletronet, Anderson Jacopetti, só depois que os equipamentos foram abertos e avaliados será possível saber qual a causa do rompimento dos cabos e quando a conexão será restabelecida. “Estamos trabalhando com várias hipóteses para dar uma solução rápida aos nossos clientes, mesmo que provisória, como usar a rede metropolitana de terceiros”, disse Jacopetti.

O duplo rompimento está mobilizando toda a empresa, pois, como reconheceu seu presidente, Vicente Correia, afeta a quase a totalidade dos seus 200 clientes diretos, que por sua vez atendem a empresas e usuários domésticos criando uma grande massa sem conexão. Logo depois que ocorreu o incidente, foram mobilizadas equipes da Eletronet e de Furnas para identificar onde tinha ocorrido o rompimento do cabo óptico e realizar todos os testes.

Segundo Jacopetti, o ponto do rompimento aconteceu a 57 quilômetros de Guarulhos, região onde a linha de alta tensão de Furnas passa sobre os trilhos da CPTM e onde está localizada uma comunidade de Perus. Os trabalhos foram retomados hoje as 7 horas.

Vicente Correia promete, ao final do dia de hoje, dar uma posição aos clientes da Eletronet sobre o restabelecimento da conexão da rota afetada.

A nota oficial da empresa:

“Na final da tarde de ontem (5/12), a Eletronet diagnosticou uma dupla falha em sua rede, localizada no anel metropolitano de São Paulo, entre os municípios de Guarulhos e Ibiúna. Às 17 horas de ontem (05/12), equipes técnicas da Eletronet e de Furnas foram enviadas para percorrer a rede e, após a realização de testes OTDR, identificaram um rompimento ótico no cabo OPGW, no bairro de Perus, sobre a linha ferroviária da CPTM.

Como 99% da rede da Eletronet está em cabos OPGW, sobreposta à rede elétrica de alta tensão do sistema ELETROBRÁS, a manutenção da mesma segue um protocolo oficial de segurança para intervenções em linhas de transmissão, definido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS.

A autorização do ONS foi dada às 11 horas de hoje (6/12) e, desde então, uma equipe mista com técnicos de Furnas e da Eletronet estão no local fazendo o diagnóstico completo da interrupção e definindo qual será a correção mais indicada.

A Eletronet reforça seu compromisso com a qualidade dos serviços prestados a todos os clientes e, ao longo do dia, continuará atualizando as informações sobre a retomada dos serviços.

Atualizado as 15 h, com a nota oficial da empresa

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6 Comments

  1. Mauricio
    6 de dezembro de 2017

    Rompimento de cabos?
    O problema experimentado com os gargalos formados pela falta do transporte Eletronet se iniciou com o dia de ontem (05/Dez) e persiste até o momento.
    Não parece que a falha seja técnica, pois rompimento de cabos é algo que se repara em algumas horas, não dias.

    Nossa suspeita é que o problema da parada da Eletronet seja administrativa e não técnica.

    • Leônidas
      7 de dezembro de 2017

      Não é um simples rompimento de cabos, é um rompimento de cabo OPGW, em torre de alta tensão de cerca de 360kV da Furnas. Para desenergizar a rede é preciso autorização da ONS e somente a própria empresa, subsidiária da Eletrobras, pode mexer lá no alto.

      Além disso, a Furnas diagnosticou que o cabo está danificado e precisará ser substituído no vão entre as torres, o que requer que a torre seja reforçada enquanto isso, para equilibrar a tração nos dois sentidos para não cair, e a instalação de caixas de emenda para o cabo óptico nos dois lados, que devem ser preparadas em solo e levantadas pela Furnas.

      Rede baseada em cabos OPGW quase não para por rompimentos, mas quando ocorre é demorado mesmo para resolver.

    • 7 de dezembro de 2017

      Rompimento de cabo leva horas para ser reparado desde que esse cabo não seja um OPGW montado em uma torre de alta tensão de 500 kV. Para que seja feito o reparo, o cabo, que é montado no lugar de um dos cabos de para-raios, ou seja, um dos dois cabos do topo da torre, tem a parte externa metálica e é condutor de eletricidade. Devido ao local da montagem, cerca de 50m de altura, o cabo deve ser descido ao nível do solo por meio de içamento. Portanto, para tanto, a rede de alta tensão deve ser desligada. Para que Furnas, que é dona da rede, possa desligar o trecho, é necessária a autorização do ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico, e da ANEEL, o que nem sempre pode ser conseguido de forma rápida, afinal a prioridade da rede elétrica é o fornecimento de energia e não a infraestrutura locada para terceiros. E pra complicar mais um pouco, pela matéria, vemos que os cabos passam sob os trilhos da CPTM, então é bem provável que até o trânsito de trens tenha que ser interrompido para o reparo. Não trabalho para a empresa, só gostaria de esclarecer um pouco o que é envolvido em um serviço desse tipo. Houve sim falha da Eletronet em não ter um caminho reserva. Por mais que cabos OPGW sejam extremamente confiáveis, falhas podem ocorrer, e quanto mais confiável é o sistema, mais catastrófica é a falha quando ela acontece. Como diz um amigo meu: “Quem tem 2, tem 1, quem tem 1 tem nenhum”. Obrigado.

  2. Felipe
    6 de dezembro de 2017

    Concordo com o Mauricio, cabeamento é fácil e não precisa de dias para concertar. Essa empresa é uma vergonha e quem distribui essa ‘conexão’ aos usuários finais, como Eu, são mais sábados ainda. Serviço barato não dura por muito tempo. Canalhas.

  3. Cleane Rocha
    7 de dezembro de 2017

    Realmente um desastre para todos que usam a Eletronet, uma empresa daquele porte jamais poderia estar no mercado sem um plano de contingência. Nós enquanto clientes tivemos que usar um plano B e pagar uma fortuna para não deixar nossos clientes sem conexão. A Eletronet por sua vez não deu nenhuma satisfação para nós e nem nos atendia, deixando a todos sem uma explicação.

  4. 7 de dezembro de 2017

    Vergonha e pouco pago minhas contas em dia ,e eles tem a coragem de deixar seus clientes sem internet por dias e sequer da o desconto dos dias que a mesma não foi utilizada.