Roberto Pinto Martins prevê licitação da faixa 3,5 GHz antes da de 2,5 GHz


A licitação da faixa de 3,5 GHz deve acontecer até o início do próximo ano, antes da venda de freqüências da faixa de 2,5 GHz. É o que prevê o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins. Segundo ele, os entendimentos sobre a 3,5 GHz estão mais maduros, além dessa faixa não …

A licitação da faixa de 3,5 GHz deve acontecer até o início do próximo ano, antes da venda de freqüências da faixa de 2,5 GHz. É o que prevê o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins. Segundo ele, os entendimentos sobre a 3,5 GHz estão mais maduros, além dessa faixa não ter legados, como acontece com a de 2,5 GHz, que já acomoda o MMDS (TV paga por micro-ondas).

Para Roberto Pinto Martins, a demanda da sociedade por acesso em banda larga à internet vai apressar a decisão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sobre a data do leilão. “É necessário fazer nova licitação para expansão de espectro para aprestação de serviço de banda larga”, frisou. Hoje, a faixa de 3,5 GHz é destinada aos serviços de telefonia fixa e banda larga, mas de acordo com a Guerreiro Consult 86% dela está disponível.

O secretário de Telecomunicações do Minicom participou hoje da abertura do LTE – Tecnologia e Mercado, evento que reúne fabricantes, operadoras, representantes do governo e consultores do mercado, em Brasília, com o objetivo de apresentar ao mercado a tecnologia LTE em sua totalidade, explicando o seu funcionamento e mostrando as tendências do mercado mundial de comunicações móveis. Fabricantes e operadoras móveis reivindicam a destinação da faixa de 2,5 GHz, que está em discussão na Anatel, para esta tecnologia móvel de quarta geração, que garante acesso a banda larga em alta velocidade.

Massificação e banda larga rural

De acordo com Roberto Pinto Martins, o governo está preocupado em encontrar os meios para as tecnologias florescerem, mas sem afirmar que prefere esta ou aquela. “É claro que as nossas pretensões não são apenas de sermos usuários de tecnologias, existe um esforço dos ministérios das Comunicações, de Ciência e Tecnologia, com os fundos setoriais, de desenvolvermos tecnologia, mas essas duas coisas não devem se misturar, a busca de tecnologia com a prestação de serviço”, disse.

Segundo Roberto Pinto Martins, dois temas ocupam o topo da agenda do governo na questão de telecomunicações: a massificação da banda larga e uma política específica para levar as facilidades de acesso, que hoje já existem nas zonas urbanas, para as áreas rurais. “Até porque a maioria das escolas públicas está localizada em áreas rurais e nós temos que dar uma resposta às necessidades de conexão delas”, disse. Porém, ressaltou que o planejamento é necessário. “É importante ter uma visão de longo prazo para as coisas que vão acontecer”, destacou, sem descartar o uso do WiMAX, tecnologia que disputa a mesma faixa que o LTE.

O secretário lembrou que o Minicom está preparando uma portaria para destinação da faixa de 450 MHz para levar a banda larga para a zona rural e a Anatel também já abriu consulta pública para definição do uso da faixa, que tem grande penetração. “O espaço que dá para trabalhar com essa faixa é pequeno, de 20 MHz, e ainda tem que ser dividido com outros serviços”, justificou. Ele disse que o uso dessa faixa é mais barato para o atendimento de
áreas de pouca densidade demográficas, já que seu alcance é grande, de até 50 quilômetros entre as estações de radiobase, mas o governo não tem preferência sobre a tecnologia que será usada. “O que está hoje mais disseminado para essa faixa é o CDMA 450”, disse.

Roberto Pinto Martins disse que a licitação da faixa de 450 MHz não indicará a tecnologia a ser usada, porém o edital trará as contrapartidas para as operadoras que adquirirem freqüências. Ele acredita que o mercado terá interesse em levar a banda larga para as áreas rurais, serviço que ainda não despertou o interesse das teles. “As operadoras não tiveram interesse porque esta faixa não estava disponível, quando estiver o interesse aparece”, disse.

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