Roberto Franco defende o Ginga, mas diz que inclusão em PPB depende do governo.


O Ginga – que garante a interatividade na TV digital – é robusto, tem soluções disponíveis no mercado, é o único middleware no mundo inteiro de royaltie free e código aberto. É a ferramenta mais poderosa do mundo e que academia brasileira  em o domínio total da tecnologia. Já foi avaliado no mundo inteiro e já foi incorporado pela UIT (União Internacional de Telecomunicações). A defesa do middlewre desenvolvido no Brasil foi feita nesta quarta-feira (9) pelo presidente do Forum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre, Roberto Franco. Porém, ele não opina sobre a necessidade de obrigar a inclusão do Ginga nos televisores. “Essas questões ligadas ao PPB [Processo Produtivo Básico] dizem respeito ao Ministério do Desenvolvimento , aos fabricantes de aparelhos e de software. O Fórum não tem competência para se intrometer nesse assunto”, disse.

Franco, que se reuniu hoje com o ministro Paulo Bernardo, argumentou que a entidade representa 83 empresas no setor de televisão, retransmissão, software, hardware, existe uma diversidade de pensamento e há posições divergentes sobre o Ginga”, disse.

Sobre a implantação da TV digital, Franco disse que  está acontecendo na mesma velocidade observada em outros países que já concluiram a transição. Ele citou que de dezembro de 2007 até o final de 2009, a indústria fabricou 2,5 milhões de televisores integrados. Em 2010, foram 6,5 milhões e este ano serão produzidos em torno de 10 milhões, ou seja, praticamente 100% dos televisores vendidos já terão os conversores embutidos. “Nós estamos chegando ao ponto do mercado reagir para que todos tenham os benefícios dessa tecnologia, inclusive a interatividade, por agora”.

Roberto Franco disse que até agora não foi necessário o uso de subsídios públicos para compra de equipamentos, a exemplo do que ocorreu na implantação da TV analógica. Mas não descarta a possibilidade de que isso seja necessário durante o período de transição final, que será concluído em 2016, inclusive para compra de septop box. “Mas isso não quer dizer que a TV digital não precisa de programas e de incentivos”, completou.

Avanços

No encontro com o ministro Paulo Bernardo, Franco apresentou a entidade e mostrou o sucesso e o avanço da tecnologia na América do Sul, na América Central e agora em países africanos, que consideram adotar o padrão, como Angola. “O que os japoneses não conseguiram fazer, o Brasil fez com maestria, portanto, é importante dar suporte a esse trabalho. O governo teve uma participação importante nessa ação”, disse.

Roberto Franco disse que nada foi conversado sobre a possibilidade da coordenação do programa de TV digital, hoje na Casa Civil, ficar no Minicom.

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