A Rioforte, pivô da crise entre Oi e PT, será liquidada para pagar credores


A justiça de Luxemburgo negou à Espírito Santo Internacional e à sua subsidiária Rioforte, que controlava os interesses não financeiros do grupo, a hipótese de gestão controlada. As duas sociedades vão assim entrar em insolvência e ser liquidadas para pagar aos credores.

“Esta decisão enquadra-se no entendimento uniforme e quase automático do tribunal luxemburguês que, nos últimos anos, tem decidido pela liquidação das empresas em dificuldades financeiras, que têm solicitado a sua proteção”, afirma a Rioforte em comunicado.

A liquidação dos ativos da Rioforte será determinada pelo liquidatário judicial, que será nomeado pelo Tribunal, sendo os credores da insolvente ressarcidos pelo produto da liquidação integral do patrimônio do devedor, que será realizada da forma mais célere possível.

A empresa do Grupo Espírito Santo deve cerca de 900 milhões de euros à Portugal Telecom. Essa dívida foi motivo de redução da participação da operadora portuguesa na fusão com a Oi e da saída do executivo Zeinal Bava do comando da tele brasileira.

A gestão controlada, que as duas empresas tinham pedido, permitiria que estas continuassem a funcionar e fossem reestruturadas, enquanto beneficiavam de uma proteção em relação aos credores. A Rioforte tem ativos na área do imobiliário, agropecuária e turismo, entre os quais a cadeia de hotéis Tivoli e a Herdade da Comporta, bem como empresas agrícolas no Brasil, Paraguai e Moçambique.(Com agências internacionais)

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