RIM planeja mudança de foco em meio a perdas milionárias


A Research in Motion (RIM), fabricante do Blackberry, anunciou uma mudança de foco em seus negócios. Apenas três meses após a sua indicação para o cargo de executivo chefe, Thorsten Heins disse que a companhia vai apostar em uma nova estratégia. “Nós vamos investir no nosso core business, que é justamento o atendimento a clientes empresariais, e não mais clientes individuais”.

Isso acontece logo após a empresa canadense anunciar uma queda em suas receitas de de US$ 125 milhões nos últimos três meses. A companhia perdeu terreno à medida que seus clientes tradicionais migraram para iPhones ou smartphones Android. A RIM também anunciou a demissão de seu co-chefe executivo, Jim Balsillie. O chefe de tecnologia, David Yatch, também irá se retirar. As vendas do Blackbery no último trimestre atingiram 11,1 milhões de unidades, uma queda de 21% em relação ao trimestre anterior. As ações da RIM caíram 80% durante o ano passado.

Atualmente o Blackberry é muito popular entre jovens, já que o seu sistema de mensagens, o Blackberry Messenger (BBM), possui tarifas bem inferiores às dos rivais. Consequentemente, as receitas da empresa também são inferiores às da concorrência. “Os adolescentes não são o mercado principal da RIM. Eles não querem mais investir seu dinheiro nesse mercado”, diz o analista Larry Magid. “Querem trabalhar com grandes corporações e agências governamentais, que compram aos milhares”.

A RIM imediatemente negou que estivesse se retirando completamente do mercado de consumidores individuais, e que iriam oferecer aparelhos mais baratos ao invés de tentar prover o tipo de serviço oferecido pelo iPhone. “Nós temos o novo Blackberry 7 que deve ser lançado nos próximos meses para revigorar nossa presença no segmento de smartphones de ponta, e com isso poderemos continuar trabalhando para que os clientes façam um upgrade de seus feature phones para smartphones”, disse a companhia num comunicado.

O lançamento do Blackberry 10, esperado para o final do ano, e de um novo sistema operacional (que deveria ter sido lançado tempos atrás) são cruciais para o sucesso do plano de recuperaçãp da empresa.

(Fonte: BBC)

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