RIM investe em ecossistema Blackberry 10 antes do lançamento


 

A RIM depende do sucesso do smartphone Blackberry 10, que pretende lança no início de 2013, para voltar a uma patamar confortável no mercado de smartphones. Para isso, está preparando uma série de iniciativas para garantir que quando seu dispositivo full touch for lançado, já esteja disponível aos usuário um ecossitema de aplicativos de qualidade. Para isso, está ofertando US$ 10 mil para desenvolvedores que entregarem aplicativos de qualidade antes do lançamento. A novidade é que a América Latina pode ter um papel fundamental neste processo.

Hoje a América Latina é o mercado em que a RIM mais cresce, explicou Larry McDonough, chefe da área chamada Evangelização de Plataforma para as Américas. Isso em si já seria um fator decisivo, mas a região ainda é a que mais tem surpreendido a companhia em termos de desenvolvimento de aplicativos e a que mais realizou dowloads na loja no ano passado, 25%.

“Em 2009, quando foi lançada nossa loja de aplicativos, desenvolvedores da América Latina publicaram apenas 240. A situação mudou. Apenas nos três primeiros meses de 2012, 1,9 mil aplicativos foram desenvolvidos na região”, explicou Adriano Lino, gerente de inteligência de mercado para a América Latina.
Segundo ele, a região tem se mostrado como um novo hub de aplicativos, com novas regiões se destacando fora dos eixos de desenvolvimento centrais. Por exemplo, no Brasil, o Recife (PE) tem se mostrado um local dinâmico para isso.

Para impulsionar ainda mais o desenvolvimento local, o que possibilita a companhia ter aplicativos em língua portuguesa e espanhola, por exemplo, a RIM tem feito uma série de esforços. Um deles será um tour pela região para apresentar sua plataforma a desenvolvedores.

Ainda, a RIM vai distribuir centenas de devices a desenvolvedores chave para que estes possam testar as soluções no proprio ecossistema. No mundo, a RIM distribuirá 30 mil dispositivos móveis, entre smartphones e tablets.
Além disso, a companhia está divulgando sua oferta de garantir receita de US$ 10 mil em um ano para aplicativos desenvolvidos em HTML 5 e Cascade, nativos em Blackberry e que passem no controle de qualidade da companhia. “Os critérios serão divulgados na semana que vem, mas queremos aplicativos que tenham valor, entreguem algo”, diz McDonough.

Para ele, o estabelecimento de um ecossistema de aplicativos para o Blackberry 10 é fundamental para o futuro do negócio da RIM, uma vez que os consumidores escolhem o dispositivo móvel também com base nos aplicativos disponíveis. Mas, explica, não se trata mais de quantidade, e sim de qualidade.

“As pessoas seguem com 10 a 15 aplicativos em seus devices. Não queremos ser como o Android que tem, por exemplo, 400 tipos de Paciência”. Ele admite que a  Blackberry demorou para entender a importância do ecossistema para o negócio, mas agora quer tirar o atraso. “Agora estamos muito agressivos”.

O foco da RIM está criar uma plataforma e um ecossistema adequado para um perfil de consumidor que classificam como altamente produtivos. “Já ouvi críticas à plataforma da Microsoft porque é muito centrada no consumo e pretende controlar a experiência do usuário. Seremos o aposto, queremos ter uma plataforma para pessoas que produzem, criadores, líderes de empresas, quem toma decisão”, explica McDonough.

A RIM sabe que este é um público pequeno, diz ele, mas é aí onde o Blackberry tem grande apelo. “Seremos os únicos a trabalhar uma plataforma dessa forma”, diz.

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