Rezende admite novo leilão de frequências em 2016


Presidente da Anatel reitera datas de realização do leilão deste ano, não atendendo ao pedido de adiamento, conforme antecipou o Tele.Síntese, mas acredita ser difícil vender todos os lotes previstos apenas com este certame.

João Rezende, presidente da Anatel, durante evento da Neo TV
João Rezende, presidente da Anatel, durante evento da Neo TV

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações, João Rezende, disse hoje, 08, que outro leilão de  de frequências poderá ser realizado em 2016 caso a venda de todos os lotes previstos no certame de 17 de dezembro não aconteça. “O leilão deste ano está mantido. Mas dificilmente serão vendidos todos os mais de 10 mil lotes”, justificou. Ele participou de evento realizado pela NeoTV, entidade que reúne pequenos e médios provedores de TV por assinatura, em São Paulo.

Na última semana a Abrint, associação que reúne os pequenos provedores de acesso brasileiros, protocolou um pedido de adiamento do leilão. A Anatel respondeu que o pedido não poderia ser atendido. A agência vai leiloar licenças de exploração de faixas de 1,8 GH, 1,9 GHz, 2,5 GHz em FDD e TDD, em lotes regionais espalhados por todo o país. Se a venda for total, o governo pode arrecadar mais de R$ 1,6 bilhão. Entre os motivos da urgência estaria a necessidade do governo federal em gerar caixa. Ele disse acreditar que muitos associados de Abrint e Abranet vão participar do leilão, apesar de as entidades alegarem prazo exíguo.

Anatel e Ancine
Durante a abertura do evento, Rezende destacou a parceria que a Anatel está fazendo com a Ancine para identificar os gargalos que impedem a desconcentração da TV por assinatura no país, em que duas empresas concentram 80% dos assinantes. “Percebemos um crescimento inicial da competição após a abertura do mercado de TV por assinatura, que chegou aos quase 20 milhões. Mas agora percebemos uma estagnação. São 20 milhões de domicílios, de um mercado potencial de 66 milhões”, fala.

No que se refere à alçada da Anatel,  infraestrutura de telecomunicações, a agência não descarta medidas de competição que acelerem a adoção de novas tecnologias de transmissão por redes de dados para  ajudar na expansão da TV paga. “Para os pequenos e médios, o caminho pode ser a IPTV. É algo que precisa ser analisado para o caminho não ser inviabilizado”, ressalta.

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