Presidente da Anatel desafia as operadoras a buscar novas fontes de receitas


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Presidente da Anatel, João Rezende

Embora todos os serviços tenham apresentado crescimento em número de usuários entre 2008 e 2015 — até a telefonia fixa cresceu 13,6%, com decréscimo da participaçãoo das concessionárias e expansão das novas entrantes —, é inegável, segundo o presidente da Anatel, João Rezende, que a lucratividade das empresas vem decaindo em função da competição de uma lado, com a queda dos preços de um lado, e da demanda por mais investimentos em rede. Para romper esse ciclo, ele disse, em sua palestra no Futurecom 2015, que as operadoras precisam buscar novas receitas em novos serviços.

“Há muitos campos a explorar. Um segmento evidente é o de aplicações M2M (Machine to Machine)”, afirmou, lembrando que as previsões de crescimento desse segmento são explosivas e variam 26 bilhões de coisas conectadas no mundo em 2020 a 212 bilhões, dependendo da consultoria. “E o Brasil só contava com 11 milhões de equipamentos conectados em junho deste ano. O mercado a ser explorado é muito grande e envolve de serviços sociais na área de transporte, saúde, entre outros, a carros conectados, coisas que nem se imagina hoje”, afirmou. Em sua opinião, haverá uma mudança radical no mercado de telecom e de aplicativos para M2M e as operadoras precisam se preparar para conquistá-lo já que as receitas com os serviços tradicionais de voz, tanto fixa quando móvel são descrecentes, e mesmo na TV por assinatura linear a expansão entrou em ritmo declinante, observou.

Em relação à competição no país, disse que o único mercado em que um player tem mais de 50% de market share é o de TV por assinatura (a Net Claro tem 52%). Nos demais, segundo os dados da Anatel, os líderes de mercado têm cotas inferiores a 50%: na telefonia fixa, a Oi tem 36%; na telefonia móvel, a Vivo lidera com 29%, e na banda larga a dianteira é da Net Claro com 32%.

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