Rezende defende uso da VoIP pelas concessionárias


Ao abrir hoje (8) o 35º Encontro Tele.Síntese, em Brasília, o presidente da Anatel, João Rezende, defendeu que na próxima revisão dos contratos de concessão da telefonia fixa, que passa a valer a partir de 2015, sejam adotadas medidas para ampliar a atratividade do serviço, que perde terreno ano a ano para a telefonia móvel. Entre as medidas possíveis, citou a redução do número de áreas locais, tarifas apoiadas em modelo de custos e a prestação do serviço por diferentes tecnologias, especialmente a VoIP.

Embora entenda que a redução da telefonia móvel seja irreversível em função da evolução tecnológica, da mobilidade e da convergência, Rezende acha essencial aumentar sua atratividade em função de sua importância social. “Não é porque metade dos orelhões não faz nem duas ligações por mês, que vamos acabar com os orelhões. O que temos é que fazer um modelo que seja adequado à realidade do país”, disse ele, ao pregar a revisão do modelo de instalação de orelhões no país.

Na sua avaliação, se as concessionárias puderem também prestar o serviço de voz via VoIP, o serviço se tornará mais atrativo. Para isso, no entanto, serão necessários ajustes jurídicos, já que a concessão envolve a reversibilidade dos bens. As medidas modernizadoras da telefonia fixa, na renovação dos contratos de concessão que será debatida em 2014, são essenciais, na visão de Rezende, para reduzir o ritmo de queda da telefonia fixa. Ele lembrou que entre 2008 e 2012, a telefonia fixa local se reduziu dez vezes de 800 milhões de minutos/ano para 80 milhões.

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