Reunião da Anatel com operadoras não esclarece mudanças na conversão


As concessionárias de telefonia fixa foram chamadas hoje, 23, à Anatel, para serem informadas do que elas já sabiam: que a Agência publicará, amanhã, no Diário Oficial, uma resolução prorrogando o prazo de implementação da conversão pulso-minuto. Segundo executivos das empresas, nenhuma informação nova foi apresentada pelo presidente interino da Agência, Plínio de Aguiar Jr,assim …

As concessionárias de telefonia fixa foram chamadas hoje, 23, à Anatel, para serem informadas do que elas já sabiam: que a Agência publicará, amanhã, no Diário Oficial, uma resolução prorrogando o prazo de implementação da conversão pulso-minuto. Segundo executivos das empresas, nenhuma informação nova foi apresentada pelo presidente interino da Agência, Plínio de Aguiar Jr,assim como não se discutiu que mudanças ocorrerão nos regulamentos que tratam da conversão pulso-minuto.

"Fomos comunicados oficialmente, mas não se falou sobre regras", disse Luiz Francisco Perrone, vice-presidente de regulamentação da Brasil Telecom após a reunião. A Anatel não quis se pronunciar sobre a reunião. Apenas confirmou que a resolução será publicada amanhã, mas não deu detalhes sobre o teor texto. Por exemplo, se ele definirá em um ano ou em até um ano o prazo para implementação da conversão.

TU-RL

Executivos das empresas que participaram da reunião alertaram que a suspensão da tarifação por minutos impactará várias outras regras na prestação do serviço de telefonia fixa, que, agora, ficam sem definição. Um exemplo é a TU-RL (tarifa de uso da rede local) que passaria a valer 50% da tarifa de público em minutos. "E agora, como fica?", pergunta um executivo.

Ele lembra que as concessionárias já avisaram a dezenas de clientes que a partir de março eles pagariam apenas a assinatura básica porque residem em localidades cujas chamadas não seriam tarifadas em minutos. Pelas regras dos novos contratos, as concessionárias poderiam escolher os municípios nos quais iriam tarifar em minutos e, consequentemente, oferecer a conta detalhada das chamadas locais.  Em localidades onde não fosse economicamente viável para a empresa, ela não precisaria tarifar em minutos, mas em contrapartida só poderia cobrar a assinatura.

"E como avisaremos a esses clientes que o que anunciamos antes mudou e não vale mais?", questionou outro executivo. Outro problema é como fica o Aice (Acesso Individual Classe Especial), que é um serviço tarifado em minutos. Ele não será mais ofertado? Por enquanto, as perguntas continuam sem respostas.

Anterior Telefônica Empresas: em 2005, lucro ao invés de prejuízo.
Próximos Winik na área de mobilidade da Microsoft