Restrições às antenas aumenta uso das femtocells, prevê Alcatel-Lucent.


Se o Brasil é o único país que cobra uma taxa equivalente a mais de US$ 500, sob a forma de contribuição ao Fistel (R$ 1,3 mil)  por cada micro estação radiobase a ser instalada, não é o único onde as restrições das prefeituras contra as antenas têm ficado cada vez mais rígidas.

 

Segundo Osvaldo di Campli, presidente para Caribe e América-Latina da Alcatel-Lucent, aumenta o número de governos municipais em diferentes países latinos que estão impondo restrições para o licenciamento de sites de celular. “No Brasil, as licenças podem demorar mais de um ano para serem concedidas, mas em outras cidades, como Bogotá, na Colômbia, por exemplo, novas antenas foram proibidas”, assinalou o executivo.

 

Devido ao aumento da pressão sobre as celulares, a fabricante está otimista com a comercializaçaão de sua femtocel lightRadio, lançada no início de 2011. Segundo Campli, além do Brasil, estão sendo negociados contratos no México, Colômbia, Argentina e Venezuela.

 

No mercado brasileiro, para que as operadoras deixem de recolher o Fistel por cada equipamento que instalem, é preciso que a Anatel conclua a consulta pública, na qual passa a enquadrar as femtocells como equipamento de radiação restrita. Depois de prorrogado por uma vez, o prazo para a oferta de contribuições terminou ontem, 24 de fevereiro.

Hoje, em Barcelona, a fabricante anunciou o lançamento do LighTradio metro Radio para a tecnologia TD-LTE. Está mirando o enorme mercado chinês, onde a China Telecom, maior operadora do mundo com mais de 720 milhões de clientes, tem a sua quarta geração nesta tecnologia. Mas poderá ser também uma opção para as operadoras brasileiras, já que as empresas que tinham espectro de MMDS (como a Sky) compraram banda de 2,5 GHz nesta tecnologia TDD, e podem também virar potenciais clientes desta solução.  

 

A jornalista viajou a convite da Alcatel-Lucent.

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