Restrição aos incentivos fiscais é defendida por autor da PEC da reforma tributária


Ex-deputado Luiz Carlos Hauly questiona como o país continua dando R$ 500 bilhões de benefícios tributários por ano, depois de crescimento “rabo de cavalo” e “voo de galinha com asa cortada”

Ex-deputado Luiz Carlos Hauly (com microfone) É autor da versão original da PEC da Reforma Tributária em tramitação no Senado / Foto: Gabriel Jabur (Tele.Síntese)

A reforma tributária deverá restringir uma das principais distorções do sistema fiscal do país que é a concessão de benefícios para determinadas empresas, defendeu hoje, 7, o ex-deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), em sua participação no Encontro Tele.Síntese, que debateu o tema “Reforma Tributária e Telecomunicações”. Ele é autor da versão original da proposta sobre o tema que tramita no Senado.

“Como pode um sistema desse continuar dando, no santo ano de 2019, depois de passar por um impeachment, uma eleição presidencial, incentivos fiscais de R$ 500 bilhões por ano, ou 7% do PIB?” criticou. “Quando quer dar o incentivo, você tem que dar para todo o segmento. Se não quero cobrar imposto de computador, para que todos tenham computador, eu tenho que dar incentivo para todos”, recomendou.

Para Hauly, o modelo vigente há 50 anos prejudica os mais pobres e os empreendedores, pois 67% das pessoas físicas e 50% das empresas estão inadimplentes. A seu ver, em 38 anos, o crescimento médio do Brasil foi de 2%. Nos últimos dez anos, o Brasil cresceu 1% ao ano. Só nos últimos cinco anos, o mundo cresceu 19,1 %, e o Brasil, menos 4,1%. “Nós estamos crescendo que nem rabo de cavalo. Pra baixo. Durante 38 anos, num voo de galinha. Nos últimos dez, com voo de galinha com a asa cortada”, comparou.

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