REPNBL: atraso não impacta investimento


Tele.Síntese Análise 370 REPNBL: atraso não impacta investimento O atraso na entrada em vigor da regulamentação do decreto que institui o Regime Especial de Tributação de Redes de Telecomunicações (REPNBL), o que deve finalmente acontecer este mês, não teve impacto perceptível no desempenho da maioria dos segmentos do mercado de telecomunicações. A desaceleração de investimentos …

Tele.Síntese Análise 370

REPNBL: atraso não impacta investimento

O atraso na entrada em vigor da regulamentação do decreto que institui o Regime Especial de Tributação de Redes de Telecomunicações (REPNBL), o que deve finalmente acontecer este mês, não teve impacto perceptível no desempenho da maioria dos segmentos do mercado de telecomunicações. A desaceleração de investimentos no segundo semestre sentida por parte da indústria acompanhou, segundo os executivos, o movimento geral da economia. Para outros, como os fornecedores de infraestrutura de redes LTE, não só não houve desaceleração como o último trimestre está sendo marcado por um intenso movimento de encomendas e projetos.

A exceção fica por conta do segmento de fios e cabos (veja a pág. 3) que atribui, em parte ao atraso do REPNBL, a queda de 20% no volume de vendas no setor óptico, contra um crescimento médio de 15% do setor de telecomunicações em geral até o terceiro trimestre. O desempenho poderia ter sido melhor, avaliam executivos de diferentes empresas, se a economia não tivesse patinado no segundo semestre. “Se o REPNBL já tivesse em vigor, talvez pudesse ter funcionado como um contraponto a essa desaceleração”, avalia Antonio Carlos Porto, presidente da Datacom, fabricante nacional de switches e roteadores para operadoras. Embora a empresa não vá atingir o crescimento inicialmente projetado de 20% – ele deve ficar entre 10% e 12% –, 2012 foi melhor que o ano passado e Porto mostra-se otimista em relação a 2013.

Para Aluizio Byrro, chairman da Nokia Simens, o desempenho de 2013 vai depender em grande medida dos incentivos do REPNBL. “A desoneração das redes de telecom vai ser importante para permitir que as operadoras continuem investindo na modernização e ampliação das redes 3G e 2,5G paralelamente aos investimentos obrigatórios nas redes 4G, já que têm que cumprir os compromissos com a Anatel”, afirma.

Na avaliação de Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica/Vivo, alguns investimentos, como na rede para a faixa de 450 MHz, só se tornam viáveis se houver desoneração.”Sem isso, o atendimento rural terá que ser feito com o uso de outras faixas disponíveis”, avalia. Para a WxBR, fornecedora de solução LTE na faixa de 450 MHz, com tecnologia desenvolvida pelo CPqD, o REPNBL é muito importante para levar a solução ao mercado. “Estamos em fase de conversas com as operadoras”, conta Samuel Lauretti, presidente da empresa.

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