Redução da VU-M será compensada com aumento da base das operadoras


A diretora da consultoria LCA, Cláudia Viegas, afirmou nesta segunda-feira (7) que a redução das taxas de interconexão da telefonia móvel e fixa, aprovada pela Anatel e publicada na semana passada no Diário Oficial, é um movimento positivo que indica a maturidade do mercado brasileiro.

“O propósito da VU-M, que era a massificação do celular, já foi cumprido, e agora só deve crescer”, afirmou durante o II Fórum Ibero-Americano para o Desenvolvimento da Banda Larga, realizado em São Paulo. “A redução das taxas não significa necessariamente uma perda de receita para as operadoras, porque a escala [da demanda] compensa”, disse.

A resolução da Anatel, que passa a valer a partir de fevereiro, prevê uma redução líquida inicial de 10% sobre a VC, enquanto a VU-M deve ter um reajuste de cerca de 12%. A previsão é de que as celulares deixem de ganhar R$ 1,2 bilhão no primeiro ano de vigência da nova norma, levando em conta um repasse das fixas para móveis no valor de R$ 10 bilhões no ano, enquanto o consumidor final deve economizar 27% até 2014.

Para Viegas, no entanto, o reajuste não deve ter um efeito muito negativo para as operadoras. “Não tenho enxergado receio no mercado doméstico”, disse, citando o fato de que a medida impactou pouco nas ações das empresas na bolsa.

Ela lembra, no entanto, que o aumento da demanda por serviços de telecomunicações ainda depende muito do direcionamento pela iniciativa pública. “A lição de casa está sendo feita pelas empresas, mas não é suficiente. A infraestrutura precisa ter demanda”, afirmou a executiva.

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