Redes sociais contribuíram para as revoltas no Reino Unido


As revoltas que se espalharam pelo Reino Unido ano passado – após o assassinato pela policia do jovem Mark Duggan – foram ampliadas graças ao uso de redes sociais como Twitter, Facebook, e BlackBerry Messenger (BBM), segundo um painel de especialistas montado pelo governo para entender as raízes do conflito. Eles disseram também que transmissões de TV, onde se via policiais observando saques sem fazer nada, também colaboraram para desencadear a revolta em Londres e outras cidades.

Os especialistas alertaram, porém, para o perigo de fechar as redes em momentos de perturbação pública: “O silêncio viral pode ter tantos perigos quanto o barulho viral”. O papel das redes sociais veio à tona após um ex-oficial da Scotland Yard (A polícia inglesa) dizer que era dessa forma que os manifestantes estavam organizando seus protestos.

O painel visitou 21 comunidades e entrevistou milhares de pessoas afetadas pelas revoltas, e concluiu que “não há dúvida de que os manifestantes usaram redes sociais para se organizar e agir coletivamente”. Segundo eles, “Trata-se de um caso semelhante ao encontrado no Egito e em outros países, durante a Primavera Árabe.”

Um estudo realizado pelo jornal The Guardian, em parceria com a Escola de Economia Londrina, no ano passado, chegou a conclusões diversas. Após analisar 2.6 milhões de tweets relacionados ao conflitos e entrevistar 270 manifestantes, o estudo final afirmou que a mídia social não foi usada para organizar os protestos.

(Fonte: The Guardian)

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