As quatro maiores operadoras móveis brasileiras foram submetidas a testes dos engenheiros da Global Wireless Solutions (GWS), empresa líder em aferição independente de soluções de conectividade que responde por vários benchmarks internacionais. Segundo a empresa, os testes visam a apontar para mais de 500 mil visitantes esperados na cidade para a Rio 2016 e que estarão dispostos a compartilhar suas experiências com amigos e familiares em tempo real qual é o desempenho dessas redes e como está a cobertura e acesso a dados em áreas turísticas e de realização dos jogos. A TIM foi classificada em primeiro lugar nos testes, mas mesmo a operadora apresenta problemas em um dos pontos mais visitados na cidade, o Cristo Redentor, onde a comunicação é inconsistente.

Para classificar principais provedores móveis do Rio de Janeiro, a GWS aplicou seu recém lançado OneScore, métrica que permite às pessoas comparar com precisão o desempenho global das redes móveis com base em dois testes de dados em profundidade e uma compreensão de como os consumidores estão realmente usando seus celulares e dispositivos. A empresa aplicou teste de rede, aferindo o desempenho da Internet móvel de todas as operadoras e olhando para cenários de uso típicos, incluindo música e streaming de vídeo, navegação e postagens em mídias sociais e chamadas de vídeo.

Entre as principais conclusões está a de que a TIM, a primeira no ranking geral, obteve a maior velocidade de transmissão de dados na Barra, alcançando a maior pontuação OneScore para upload e download, o que a coloca como a melhor cobertura em um dos pontos centrais de realização dos jogos. Os locais mais conectados no Rio são a praia de Copacabana e o Sambódromo, com as quatro operadoras atingindo a pontuação máxima em velocidade e disponibilidade. Em questões de cobertura, a maior parte dos locais que vão sediar os jogos contam com 100% de alcance da tecnologia LTE. Para algumas locações especificamente turísticas, a TIM e Claro possuem o maior percentual dos serviços LTE, oferecendo uma boa experiência 4G.

A pior velocidade de conexão foi registrada no Cristo Redentor, tanto na subida quanto no próprio local. Segundo a GWS, os turistas que pretendem fazer streaming de vivo nesse local devem ser advertidos de que encontrarão problemas. Os clientes TIM têm 89% de chances de conseguir fazer upload de imagens e vídeo e os da Vivo, por sua vez, terão apenas 38%.

No Maracanã, o desempenho da TIM, Claro e Vivo alcançaram a melhor classificação, com a Oi em segundo. Na Lapa, TIM e Claro dividem a liderança, com Vivo em segundo lugar e Oi em terceiro e o mesmo ocorre na praia de Copacabana. No ranking geral da empresa, a Claro está em segundo lugar, a Vivo em terceiro e a Oi em quarto.

“As redes móveis do Rio de Janeiro estarão sob os holofotes com um aumento sem precedentes do número de usuários e dispositivos. Portanto, é fundamental que as operadoras móveis tomem as medidas necessárias para apoiar esse aumento de demanda dos fãs de esporte, dos turistas e de todos os que terão a sorte de estar na cidade”, comentou Paul Carter, CEO da GWS. Na sua avaliação, embora as operadoras possam tomar precauções extras, como a instalação local de células adicionais para ajudar a aumentar a capacidade da rede, apenas construir infraestrutura não suporta o fluxo de usuários e não garante uma grande experiência. “Estes são destinados a serem os jogos mais rápidos de todos, não apenas para os atletas mas também para a velocidade dos dados móveis”, afirmou.

A GWS conduziu a série de testes para avaliar o desempenho da rede móvel no Rio em todos os locais turísticos populares. Pouco mais de 23.800 testes de tarefas foram realizados para avaliar o desempenho da rede das operadoras brasileiras ao longo do Maracanã, Lapa, Cristo Redentor, Copacabana, Barra, Pão de Açúcar, em táxis, no Jardim Botânico, Cinelândia, Parque do Flamengo, Lagoa de Freitas, Sambódromo, Feira de São Cristóvão e Urca de 6 de junho a 13 de junho. Os testes foram realizados usando o GWS Mobile Diagnostic App em smartphones Samsung Galaxy S7.