Receitas da Ericsson crescem 9%, lucros caem 13%


A Ericsson divulgou hoje (24) os resultados financeiros da empresa para o terceiro trimestre do ano, que engloba os meses de julho a setembro. As receitas aumentaram 9%, fechando o período em US$ 7,93 bilhões. O lucro registrado, no entanto, caiu 13%, para US$ 360 milhões. Segundo a companhia, o aumento das vendas no Oriente Médio, China, Índia e Rússia compensou diminuição do mercado na América do Norte.

A redução nos lucros se deveu a operações de hedge, que impactaram negativamente o caixa em cerca de US$ 140 milhões. Também teve efeito, ainda, o gasto com a compra da empresa Mediaroom. No período, a Ericsson também adquiriu três empresas e saiu do negócio de modems.

O aumento na receita foi provocado devido ao crescimento da demanda por infraestrutura em banda larga móvel, mais especificamente, 4G/LTE. A companhia está executando projetos na China e Taiwan, e também no Japão. “Além disso, o clima de investimentos na Índia continua a melhorar. Vendas em partes da Europa, principalmente Reino Unido e Alemanha, apresentaram crescimento, enquanto o desenvolvimento no Sul europeu se manteve fraco”, diz Hans Vestberg, CEO da Ericsson.

O balanço mostra, ainda, a diferença qualitativa dos investimentos ao redor do mundo. Enquanto na China a empresa é contrata para implementar a rede 4G, no Estados Unidos, as operadoras compram soluções para aperfeiçoar a rede já instalada. “No entanto, na América do Norte, a atividade recente diminui pois as operadoras estão focadas em otimizar o fluxo de caixa”, explica Vestberg.

Mesmo assim, a região se mantém como principal fonte de receita em todas as divisões (redes, serviços e suporte), faturando US$ 1,93 bilhão. O nordeste asiático é a segunda mair fonte, faturando US$ 960 milhões, seguido do Oriente Médio, com US$ 830 milhões. Em seguida vem a América Latina, com US$ 810 milhões. O Brasil aparece como quinto país em fonte de receita, responsável por 3% do faturamento global. Em comparação, o primeiro colocado, EUA, representou 24%. O segundo, a China, 6%.

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