Receitas dos serviços de comunicação desaceleram em fevereiro


As receitas dos serviços de comunicação em fevereiro cresceram 7,5%, taxa inferior à de janeiro (8,7%) e superior à de dezembro (6,8%). Os serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC), que abrangem atividades de telecomunicações e tecnologia da informação, variaram 6%, menor do que a alta obtida no mês anterior de 8,7% e maior que a de dezembro de 2013, de 5,9%. Os serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias cresceram 18,1% ante os 9% obtidos em janeiro.

No ano, os serviços de TICs acumulam alta de 7,3%, e em 12 meses, de 7,2%. Já os serviços audiovisuais somam avanço de 13,4% no ano e de 8,1%, em 12 meses. O segmento de serviços de informação e comunicação representou 25,2% em termos de contribuição relativa no mês, contribuindo com 2,6 pontos percentuais (p.p.) para a composição absoluta do índice de serviços como um todo, que fechou o mês com crescimento nominal de 10,2% na comparação com o mês anterior.

Os fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados nesta quarta-feira (16) pelo IBGE. Todos os dados expressam a receita nominal do setor, sem descontar a inflação no período. O resultado dos serviços como um todo se constitui na maior variação desde abril de 2013 (11,6%) e superior às taxas de janeiro (9,2% revisado) e dezembro (8,3%). Os serviços prestados às famílias cresceram 13,2%, os serviços de informação e comunicação, 7,5%, os serviços profissionais, administrativos e complementares, 9,3%, transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, 14,7%, e outros serviços, 6,5%. No ano, a receita dos serviços acumula alta de 9,8%. Em 12 meses, o crescimento foi de 8,7%.

Nos serviços de informação e comunicação, Goiás teve a maior taxa de crescimento (40,1%), seguido do Distrito Federal (27,1%) e Santa Catarina (20,8%). As menores taxas positivas foram observadas no Espírito Santo (0,7%), Minas Gerais (1,3%) e São Paulo (2,6%). Neste segmento, Bahia registrou variação negativa de -1,9%.

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