Reativação da Telebrás é pouco discutida entre operadoras e governo


A reativação da Telebrás – principal crítica das operadoras contra o Plano Nacional de Banda Larga – foi tratada de forma transversal na reunião de hoje entre os executivos das empresas e governo. O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, disse que o assunto não foi tratado em profundidade até porque a nota das operadoras, …

A reativação da Telebrás – principal crítica das operadoras contra o Plano Nacional de Banda Larga – foi tratada de forma transversal na reunião de hoje entre os executivos das empresas e governo. O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, disse que o assunto não foi tratado em profundidade até porque a nota das operadoras, assinada pela Telebrasil, foi publicada na edição de hoje de um jornal de circulação nacional.

Valente disse que ainda não se cogitou em entrar na disputa contra a reativação da estatal, que será responsável pela gestão da rede de fibras óticas do governo. “Ainda é prematuro falar em justiça. Antes precisamos conhecer o decreto, que trará as condições de sua reativação”, comentou.

O diretor-executivo da Telebrasil, Eduardo Levy, disse que os empresários falaram de isonomia de uma forma geral, inclusive da reativação da Telebrás. “Mas o governo disse que essa questão será debatida em conjunto”, ressaltou.

Oi

O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, negou que a gestão da rede pública pela concessionária aumentaria o monopólio existente. “São variações do mesmo tema. Em algumas áreas terá uma só empresa operando, enquanto outras contarão com maior competição. Os mercados são muito diferentes”, observou.

Falco disse que o plano é “bacana”, que tem várias iniciativas “legais”, mas salientou que não sabe se a fixação do preço de venda de capacidade – R$ 230 o Mbps, como quer o governo – trará os resultados esperados. “Isso  não é regulado por preço, mas por mercado”, afirmou.

O presidente da Oi também rebateu a crítica de que o preço do plano apresentado pela concessionária era o dobro do que se prever gastar com o PNBL , de R$ 27 bilhões e R$ 13 bilhões, respectivamente. “São planos diferentes”, justificou.

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