Reajuste de 40% no frete aéreo terá impacto em celulares e PCs


Os fabricantes de produtos eletroeletrônicos foram surpreendidos com um reajuste de 40% no frete aéreo das importações da Ásia, devido aos últimos aumentos do petróleo. O reajuste, ocorrido no início deste mês, afeta tanto as integradoras, como Celéstica, Flextronics e FoxConn, que montam celulares, smartphones, PCs, notebooks, impressoras, entre outros equipamentos para marcas como HTC, …

Os fabricantes de produtos eletroeletrônicos foram surpreendidos com um reajuste de 40% no frete aéreo das importações da Ásia, devido aos últimos aumentos do petróleo. O reajuste, ocorrido no início deste mês, afeta tanto as integradoras, como Celéstica, Flextronics e FoxConn, que montam celulares, smartphones, PCs, notebooks, impressoras, entre outros equipamentos para marcas como HTC, HP e IBM; quanto as fabricantes de produtos eletroeletrônicos com fábricas no país, casos da LG, Samsung, Nokia, Motorola (celulares), CCE, HP, Dell, Lenovo e Positivo (computadores e impressoras), entre outras.

“Praticamente 90% dos componentes, hoje, são importados da Ásia”, informa fonte da indústria. Os reajustes, para o consumidor final, devem variar de 3% a 5%, dependendo do custo do frete no produto. “O custo do frete e da mão-de-obra varia conforme o produto”, explica a fonte. No aparelho celular, por exemplo, 80% do custo é componente e frete; em outros, como impressora, a mão-de-obra pesa mais no custo e o frete tem impacto menor. “Com certeza esse aumento vai impactar a indústria como um todo”, diz o executivo.

“A indústria do setor eletrônico tem preços bastante competitivos, trabalha com margem (de lucro) apertada e, neste caso, não tem como absorver esse custo. Não tem mágica, o custo terá que ser repassado ao consumidor”, comenta executivo de uma fabricante de celular.

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