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Exemplo de uso do RCS: o envio do cartão de embarque aéreo diretamente ao celular do passageiro.

A empresa de pesquisa de mercado Juniper Research divulgou hoje (22) um relatório no qual aposta que o mercado mundial de RCS vai crescer 7.000% nos próximos cinco anos. Atualmente, as operadoras de telecomunicações faturam US$ 126 milhões ao ano com a tecnologia. O valor deve saltar para US$ 9 bilhões em 2022.

RCS é visto como a nova geração do SMS. A tecnologia permite que as mensagens trocadas contenham imagens e recursos interativos. O Google está negociando a adoção do RCS com operadoras de todo o mundo, seguindo padrão desenvolvido pela GSMA, entidade global que representa operadoras móveis.

Ainda há resistência das teles para usar a tecnologia, uma vez que o mercado SMS está em decadência e não se vê disposição dos clientes em preferir o serviço das operadoras ao de uma OTT como WhatsApp.

Mas é justamente a automação de confirmação de serviços e compras, entre outros usos, que deve fazer o RCS ganhar mercado. Segundo a Juniper, o uso vai disparar graças ao formato A2P, de comunicação direta entre aplicações e pessoas, em que o contato com o cliente é automatizado. Esse formato deverá receber uma camada de inteligência artificial, para permitir que os usuários consigam conversar, pelo RCS, com as aplicações.

“O RCS A2P vai ser a ponte que cobrirá a distância entre a ubiquidade do SMS e a experiência ampliada do OTT”, diz o relatório. Para a Juniper, 90% do tráfego RCS em 2022 será na categoria A2P. Até lá, 2 bilhões de pessoas usarão o serviço. No Brasil, a Claro prepara o lançamento do serviço RCS – o que estava previsto para acontecer no começo do ano, mas ainda não se concretizou.