Queixas contra empresas de telecom no Procon-SP cresceram em 2013


As empresas do setor de telecomunicações (telefonia e banda larga fixa e móvel; TV por Assinatura) registraram crescimento significativo de demandas do Procon- SP em 2013, passando a liderar o ranking no lugar das instituições financeiras. Segundo os dados divulgados nesta segunda-feira (3) pelo órgão, as prestadoras ocuparam posições entre as 15 mais reclamadas, com exceção da Nextel. O setor acumulou em 2013 75,4 mil registros contra 66,3 mil de 2012.

No segmento de vendas pela internet, que segundo o Procon-SP ainda é marcado por reclamações referentes a problemas com a entrega e defeitos de qualidade em produtos, figura negativamente a empresa NovaPontocom que reúne as empresas de comércio eletrônico do grupo Pão de Açúcar (casasbahia.com, pontofrio.com, extra.com, barateiro.com), que registraram 96,7% de crescimento nas demandas relativamente a 2012. “Os atendimentos demonstram de modo muito claro que a expansão do alcance e das vendas no canal eletrônico ainda não está equilibradamente acompanhada por uma simultânea melhoria nos canais de atendimento, na qualidade das parcerias de negócios e nas estruturas de logística dessas empresas”, cita o órgão.
 

Os fabricantes de telefones celulares e outros eletrônicos, fabricantes de produtos da linha branca e de microcomputadores também foram apontados como ofensores. A Samsung, na 13º colocação, com diversificada linha de produtos, teve a maior elevação no número de registros, com o acréscimo de 700 atendimentos em relação ao ano anterior. Segundo o órgão, a empresa apresenta alto índice de solução, mas assim como seus concorrentes, ainda deixa para o Procon-SP resolver muitos dos casos que poderiam resolver em seu próprio SAC: produtos com defeito e não resolvidos dentro do prazo legal. Outro grupo que despontou foi o Lenovo CCE, que não figurava no ranking em 2012, mas ao final de 2013 assumiu a 19º posição com um crescimento expressivo de atendimentos, com baixo índice de solução.

O Procon também ressaltou que a expansão do comércio eletrônico, acompanhado de problemas que vem sendo apontados nos últimos anos, concentrados na entrega de produtos e serviços, fez surgir uma nova atividade, a das chamadas “facilitadoras de pagamento” que ganharam destaque ao longo de 2013, fechando o ano com diversas empresas entre as 30 mais reclamadas: Grupo UOL (Pagseguro), Mercado Livre (Mercado Pago) e Akatus. As reclamações estão associadas a problemas com a entrega de produtos e prestação de serviços contratados, revelando necessidade de melhores critérios na escolha de fornecedores parceiros e ausência de medidas emergenciais para solução ou redução de prejuízos sofridos pelos consumidores.(Da redação, com assessoria de imprensa).

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