Queda do ARPU não preocupa a Vivo


A queda do ARPU (receita média por usuário) da Vivo no primeiro trimestre de 2010, de 9,2% em relação a igual período de 2009 e 8,5% ante o resultado do quarto trimestre do ano passado, não é motivo de preocupação para a operadora. Segundo o presidente da companhia, Roberto Lima, que apresentou os resultados da …

A queda do ARPU (receita média por usuário) da Vivo no primeiro trimestre de 2010, de 9,2% em relação a igual período de 2009 e 8,5% ante o resultado do quarto trimestre do ano passado, não é motivo de preocupação para a operadora. Segundo o presidente da companhia, Roberto Lima, que apresentou os resultados da companhia nesta segunda-feira (3), o desafio é obter uma relação da utilização do ARPU pelo  número de clientes ativos que permita o crescimento da receita, que tem sido alcançado.

A queda da receita média por usuário foi observada também nos resultados de outras celulares. Para Lima, isso é um reflexo da competição no setor. “Telefonia móvel no Brasil é considerado um serviço caro, então temos que fazer um esforço muito grande para administrar custos e despesas de forma a ter preços cada vez mais atrativos e estamos conseguindo isso, que está refletido na nossa performance comercial. Conseguimos uma equação boa, base muito mais ativa e o aumento da receita”, avalia.

Lima ressaltou a evolução do ARPU de dados, que nesse trimestre apresenta crescimento de 30,3% em relação ao 1T09, principalmente pela maior utilização da Vivo Internet, mantido também a tendência de crescimento de outros serviços e produtos de dados, já apresentada em trimestres anteriores. O ARPU desse primeiro trimestre ficou em R$ 24,8, enquanto que em igual período do ano passado estava em R$ 27,3.

Chips avulsos

A venda avulsa de chips, segundo o presidente da Vivo, também contribuiu para o resultado expressivo da companhia, que registrou lucro líquido de R$ 191,9 milhões no trimestre. “O mercado brasileiro hoje tem uma oferta de aparelhos bastante grande, já existe no mercado aparelhos desbloqueados, o que facilita a venda de chips de acessos em valores mais baixos porque reduz os custos com subsídios. Além do que, com a portabilidade numérica a companhia consegue usar aparelhos que estavam fidelizados a outras operadoras”, ressaltou. Ele disse que a Vivo tem sido beneficiada com a adição de novos acessos resultante da portabilidade, especialmente de clientes pós-pagos.

Além disso, afirma Lima, a operadora procura incentivar a base de pré-pago a trazer os seus familiares, e pessoas das relações profissionais e pessoais para a companhia, de forma a que ele possa se beneficiar dos pontos que geralmente são oferecidos para o tráfego dentro da mesma rede. “Isso tem refletido no nosso bom desempenho e no aumento do nosso market share”, disse.

Redução da terceirização

Outra ação que reflete no crescimento de clientes da Vivo, na opinião de Roberto Lima, é a redução da terceirização nas mais de 300 lojas próprias da companhia. De setembro do ano passado até agora, a operadora incorporou 4.800 funcionários, entre gerentes e atendentes dos pontos de venda, o que representou um aumento do custo de pessoal no 1T10 de 15,8% e 3,0% na comparação com o 1T09 e 4T09, respectivamente.

“Apesar de impacto econômico forte, principalmente o custo alto na preparação do pessoal das lojas, isso se tornou necessário para atender clientes que têm necessidades cada vez mais complexas em função da venda de serviços de dados”, disse Lima. Ele salientou que essa ação tem sido importante na percepção da qualidade dos serviços da Vivo, empresa menos reclamada na Anatel.

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