Queda da VU-M terá pouco impacto no balanço das celulares. Vivo é a mais afetada.


A proposta de redução da ligação fixo/móvel em 10% em 2011 e 2012, que provocará a queda de até 15% no valor da VUM (tarifa de interconexão da rede móvel) nos próximos dois anos, aprovada na semana passada pela Anatel, e que será ainda submetida à consulta pública por um mês, irá provocar pequeno impacto no resultado operacional das operadoras de celular, avaliam os bancos e empresas de consultoria.

Isto porque, a proposta de corte foi menor do que a projetada pelo mercado e, pelo fato de ela ser implantada gradualmente (em dois anos, até a implementação do modelo de custos), as operadoras poderão assimilar a perda de receita com outros serviços a serem prestados, avaliam os analistas.

Para a Merryll Lynch, devido ao corte gradual, o impacto no valor das ações deverá ser próximo de zero. A Vivo é a operadora com maior dependência dessas receitas (50% a 60% do Ebitda vêm da VU-M), seguida pela Telecom Itália, que conta com 25% de suas receitas com a tarifa de terminação de chamada. A Claro é a que tem a menor dependência (9% do Ebitda).

Já para a Equity Research, esta redução na tarifa de interconexão irá provocar uma queda de 3% no Ebitda da Vivo do próximo ano e de 1% no Ebitda da TIM, assumindo que a elasticidade será de 0,8 em um ano.  A tarifa de interconexão brasileira (de R$ 0,42 a R$ 0,43, ou US$ 0,22 ou US$ 0,25) é uma das mais altas do mundo (a média mundial vaira de US$ 0,03 a US$ 0,10), o que faz com que a consultoria avalie que a adoção do modelo de custos levará a uma redução bem grande desse valor. ( Da redação).  

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