Quase um ano depois, serviço de dados continua deficiente no SMP.


O serviço de voz da telefonia móvel apresenta melhoras, especialmente na queda de chamadas, que está perto de índice de 2% permitido, mas a transmissão de dados ainda está deficiente em relação ao exigido. Esse é o resumo do segundo relatório de avaliação trimestral do Plano de Ação de Melhorias, antecipado nesta terça-feira (7), pelo presidente da Anatel, João Rezende.

Segundo Resende, que hoje expôs a agenda regulatória para 2013 e o panorama do setor em 15 anos da LGT no Senado, o relatório será divulgado nos próximos dias. Ele ressaltou que as ações implantadas pelas prestadoras foi resultado de uma medida cautelar, que suspendeu a venda de serviços por 11 dias, entre julho e agosto de 2012, solução alternativa adotada pela agência para punir a má qualidade do serviço e exigir respostas rápidas, o que não é possível só com a aplicação das multas.

No primeiro balanço, apresentado em fevereiro deste ano, a maior deficiência estava no acesso à internet pelos usuários. E a qualidade da rede ainda era considerada baixa.

Rezende disse também que no próximo dia 15, a Anatel vai divulgar o primeiro resultado da medição da qualidade da banda larga fixa em três estados (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) pelas três grandes operadoras. E anunciou para agosto a ampliação da medição da banda larga móvel para todos os estados.

Críticas

O presidente da Anatel refutou as críticas às pesquisas de satisfação do cliente com os serviços de telecomunicações, divulgadas recentemente. De acordo com órgãos de defesa do consumidor, o nível de satisfação aferido, em torno de 15%, não corresponde ao número de reclamações contra os serviços, que lideram as listas de procons de todo o país.

Rezende disse que a metodologia da pesquisa foi divulgada e que o índice de 15% de insatisfação registrado é considerado alto pela agência, e representa cerca de 10 milhões de usuários de telefonia móvel e três milhões de assinantes da fixa e dois milhões de clientes da TV paga. “São números que preocupam”, disse.

Mas admite que o indicador que considera mais expressiva para a Anatel é o captado pelo call center da agência, que recebe 30 mil queixas ao dia. Rezende disse que a maior insatisfação é com questões relativas à conta, como preço de tarifa e fidelização, que chegam a 40% das reclamações registradas. “Para diminuir isso, estamos concluindo o regulamento de atendimento e cobrança, atualmente em fase de consulta pública”, afirmou.

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