Quantificando os benefícios da adoção da comunicação sobre IP


{mosimage}A comunicação IP é uma promessa e tanto, mas, migrar na sua direção exige um investimento inicial, cujo prazo de retorno do investimento deve ser bem analisado. E à luz, inclusive, das aplicações a serem colocadas à disposição da empresa usuária. É o que observa Thiago Lançoni, Consultor de Negócios e Tecnologia da Promon.

Recentemente, grandes fabricantes mundiais de equipamentos de comunicação anunciaram que seus produtos de última geração serão totalmente baseados em IP – tecnologia eleita baluarte na convergência de dispositivos, conteúdos e meios. Essa informação traz a promessa que a infinidade de novos serviços que o padrão IP pode proporcionar (telefonia, mensagens unificadas, mobilidade, videoconferência, contact centers, colaboração, entre outros), e benefícios como redução de custos e simplificação da infra-estrutura estarão, em breve, disponíveis para as corporações, com uma relação custo/benefício interessante.

No entanto, apesar dos inúmeros benefícios, a migração para a comunicação IP exige um investimento inicial que, na maioria das vezes, é questionado no tocante à velocidade do retorno. Portanto, existe a necessidade de uma análise de ROI (return on investment), feita no contexto do ambiente específico da organização interessada, e cujos resultados dependem, em parte, das aplicações a serem colocadas à disposição.

De acordo com uma análise conduzida pela Cisco – maior fornecedora mundial de equipamentos para comunicação IP – o break-even típico para o início do payback é inferior a 2 anos, sendo que aproximadamente um terço das companhias vivenciam um cenário de retorno positivo antes mesmo desse prazo. Ainda segundo esse estudo, a média para o retorno de investimento completo é inferior a 5 anos.

 Imprecisões 

Apesar disso, evidencia-se que muitas organizações têm dificuldades para quantificar adequadamente o retorno advindo da adoção de tais plataformas. Avaliações são tipicamente centradas no potencial de redução de custos com chamadas e infra-estrutura uniforme, reduzindo assim a precisão do business plan.

O equacionamento deve ir além de uma análise geral de custos e de serviços agregados, aproximando-se de ganhos operacionais concretos quando se considera a elevação de produtividade – fazer mais e assertivamente, com menos recursos e em menor tempo – como resultado direto da integração de funcionalidades antes dispersas, e de maior foco de usuários na execução de tarefas convencionalmente relacionadas.

Recomendações 

Aspectos como a redução de tempo e/ou tarefas necessárias para a gestão em virtude de interface de administração singularizada, diminuição no montante de MACs (moves-adds-changes), acesso otimizado a funcionalidades resultantes da integração de aplicações (telefone/computador), simplificação quantificável da estrutura de atendimento de chamadas entrantes e suporte técnico, aumento da velocidade na localização de pessoas (presence intelligence) e diminuição do tempo gasto com busca/resposta de mensagens, entre outras, precisam ser consideradas para um entendimento mais preciso dos méritos destas soluções.

Dessa maneira, as organizações que desenvolvem uma análise de investimento em comunicações IP devem ponderar a dimensão de custos de equipamentos com os benefícios gerados baseando-se em como e quanto ela se comunica e se comunicará. Recomenda-se a condução de testes/simulações com os grupos que mais se beneficiariam das soluções (por exemplo, equipes de projeto) acompanhados das devidas mensurações. Isso possibilita que gerentes de TI sejam capazes de justificar o investimento inicial com quantificação dos ganhos que a priori parecem intangíveis.

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*Thiago Lançoni é Consultor de Negócios e Tecnologia da Promon.

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