Qualcomm: novos chips para aparelhos convergentes.


A Qualcomm aposta fortemente no crescimento de celulares 3G e no mercado wireless, por isso investe boa parte dos recursos destinados anualmente a P&D no desenvolvimento de novos chips, módulos e soluções que permitam aos fabricantes de devices criar notebooks, netbooks, celulares e outros produtos convergentes, cada dia mais leves e com baterias de maior …

A Qualcomm aposta fortemente no crescimento de celulares 3G e no mercado wireless, por isso investe boa parte dos recursos destinados anualmente a P&D no desenvolvimento de novos chips, módulos e soluções que permitam aos fabricantes de devices criar notebooks, netbooks, celulares e outros produtos convergentes, cada dia mais leves e com baterias de maior durabilidade, além de conexão em alta velocidade e fácil usabilidade. "P&D está no DNA da Qualcomm", diz o country manager da companhia no Brasil, Paulo Breviglieri. A empresa destina 20% de seu faturamento para pesquisa e desenvolvimento, o que representou US$ 1,9 bilhão de investimentos em 2008. "No segundo trimestre fiscal de 2009, registramos um faturamento de US$ 2,46 bilhões e investimentos US$ 604 milhões em P&D", exemplifica Breviglieri.

Os investimentos já resultaram em 47,9 mil patentes concedidas e requeridas pela empresa, relativas a CDMA, WCDMA e OFDMA. "Uma boa parte se refere a tecnologias de transmissão", conta Breviglieri. Os desenvolvimentos também retornam em faturamento: 60% da receita da Qualcomm (US$ 11,13 bilhões no último ano fiscal, encerrado em 30 de setembro de 2008) vêm da divisão de semicondutores, 30% da gestão de patentes e 10% de aplicações e serviços. "Somos o maior fornecedor mundial de chipsets wireless, com 336 milhões de unidades vendidas em 2008", comenta o executivo.

Mercado e novidades

Pautada em informações de mercado, que indicam vendas de terminais WCDMA na América Latina superiores as dos EUA, Japão, China e Índia em 2011 (46 milhões de unidades na região contra 43 milhões nos EUA, 29 milhões na China, 28 milhões na Índia e 35 milhões no Japão), a Qualcomm aposta no crescimento da tecnologia na América Latina e, particularmente, no Brasil que responde por 50% dos assinantes 3G na região.

                       

Na Futurecom, que se realiza em outubro, a Qualcomm terá, entre as novidades em seu estande, o smartphone Toshiba TG01 (foto acima), lançado comercialmente pela Toshiba em maio na Ásia e na Europa. O aparelho tem o chip snapdragon de 1 GHz da Qualcomm. O processador está sendo usado também num smartbook (um mix entre smartphone e netbook), com lançamento previsto para o último trimestre deste ano. Os diferenciais do smartbook estão nas aplicações otimizadas e na capacidade de acesso à internet e entretenimento multimídia, além de ser um equipamento portátil.

Para notebooks tradicionais, a Qualcomm desenvolveu o módulo 3G multimodo, embarcado no equipamento, que é compatível tanto com o EVDO quanto com HSPA. O country manager da Qualcomm dá como exemplo a fabricante HP, que fornece para a AT&T (a operadora usa HSPA) e para a Verizon (usa a tecnologia EVDO). Antes do surgimento do módulo 3G, a HP tinha que produzir modelos diferentes para as operadoras. Com o Gobi (nome dado pela Qualcomm ao módulo) o dispositivo funciona com múltiplas operadoras, independente da tecnologia ser a EVDO (segunda geração) ou HSPA (terceira geração). No Brasil, o notebook da HP já é comercializado pela TIM.

Aplicativos para a Claro

A empresa norte-americana aposta ainda em sistemas de jogos e na TV paga no celular, assim como nos aplicativos para internet móvel. Uma de suas soluções, chamada de Plaza Mobile Internet, foi vendida para a América Móvil e será implementada nas operadoras do grupo em 18 países. Um dos primeiros países deve ser o Brasil, onde a América Móvil controla a Claro, informou Breviglieri. A suíte de aplicativos facilita o acesso do usuário à internet e a conteúdos, por meio de atalhos na tela do smartphone.
   
Tecnologia e frequência

Os atuais desenvolvimentos, explica Breviglieri, estão voltados para a oferta de chipsets LTE (quarta geração de celular). O lançamento dos processadores, para os fabricantes, começam no final deste ano, com o MDM9600 (chipset multimodo, compatível com HSPA+ e EVDO) e o MDM9200 (suporte a LTE com HSPA+ e EDGE), ambos voltados para otimizar a transmissão de dados; e para meados de 2010 o MSM8960 que, além de dados, suporta voz, e é compatível com handsets e smartphones tanto em redes HSPA+, EVDO e EDGE. "Via de regra, entre 12 e 18 meses após o lançamento do chipset surge no mercado o aparelho com aquele chip", informa o executivo.

Com a crescente demanda por banda larga móvel e a tendência mundial de ocupação da faixa de frequência de 2,5GHz para a telefonia móvel, Breviglieri defende a ocupação dessa faixa no Brasil para o SMP. "O país não pode ficar fora do alinhamento mundial em torno do 2,5 GHz. Se isto acontecer, vamos perder os benefícios da economia de escala na produção dos aparelhos de quarta geração", observa o executivo. Ele destaca estudo da consultoria Pyramid Research estimando que o número de assinaturas de LTE irá crescer a uma taxa anual de 404% de 2010 a 2014. Isto significa 136 milhões de assinantes LTE em 2014.

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