Qualcomm mostra interesse pela implantação de rede LTE no Brasil


O vice-presidente de Relações Governamentais da Qualcomm, William Bold, disse nesta quinta-feira (12) que a companhia já está conversando com as operadoras móveis que atuam no Brasil no sentido de desenvolver soluções para facilitar a transição da tecnologia 3G para LTE (quarta geração). Ele destacou que a empresa tem muito interesse em desenvolver aplicativos para a faixa de 2,5 GHz e elogiou a decisão da Anatel de destinar toda a frequência para a telefonia móvel.

A empresa está interessada em desenvolver sistemas dedicados para atendimento remoto à saúde, educação, empreendedorismo, segurança pública e entretenimento. A intenção é transformar o Brasil em uma vitrine tecnológica na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016. Para isso, a Qualcomm espera contar com os tradicionais parceiros – cerca de 170 atualmente – ou com a formação de outros acordos com novas empresas.

Bold disse que a LTE, que já foi lançado na Suécia e Noruega, não tem uma faixa unificada em todo o mundo. Os Estados Unidos, por exemplo, estão preparando o lançamento da tecnologia na faixa de 700 MHz, que também tem a mesma destinação da Europa. “Mas, países europeus também usarão a faixa de 2,5 GHz, enquanto na Ásia, os países optaram pela faixa de 2,3 GHz”, disse. Ele informou que a Qualcomm, associada com operadoras locais, participou do leilão da faixa de 2,3 GHz, ocorrido neste ano na Índia.

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Segundo Bold, a participação da Qualcomm no leilão na Índia não implicará que a empresa fique responsável pela operação da telefonia móvel no país, mas em estimular o desenvolvimento das operadoras indianas parceiras. Além disso, servirá como base de experimento da tecnologia TDD, que será usada na Índia. Ele disse que a empresa já participou de outras licitações de faixa, inclusive nos Estados Unidos, mas não informou se poderá participar do leilão da faixa de 2,5 GHz no Brasil em 2012. “Cada caso é um caso, depende se os parceiros estão capitalizados e se é uma oportunidade única de disseminar sua tecnologia”, desconversou.

Para o diretor de Relações Governamentais da Qualcomm, Francisco Giacomini, as próprias operadoras que atuam no país vão disputar esse espectro. Ele disse que, da forma como a Anatel dividiu a faixa, as operadoras poderão optar por tecnologia TDD ou FDD, mas acha que o mercado indicará o melhor caminho. “Essa divisão permitirá a otimização da capacidade para suportar novas tecnologias”, disse.

O vice-presidente de Relações Governamentais da Qualcomm também elogiou o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) do governo que, segundo ele, contribuirá com o desenvolvimento do país. Ele informou que a empresa trabalha há 10 anos no desenvolvimento de equipamentos e aplicativos para a faixa de 450 MHz, prevista para ser licitada em breve para dar suporte ao plano.

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