“Orelhão” vai chegar em vilarejos com o dinheiro do Fust


 A Anatel divulgou ontem a consulta pública que cria novas metas de Universalização para as concessionárias de telefonia fixa. Conforme a proposta, que receberá contribuições até o dia 21 de julho, as operadoras terão que instalar telefones públicos (os orelhões) em todas as localidades com menos de 100 habitantes em até três anos. Nos primeiros …

 A Anatel divulgou ontem a consulta pública que cria novas metas de Universalização para as concessionárias de telefonia fixa. Conforme a proposta, que receberá contribuições até o dia 21 de julho, as operadoras terão que instalar telefones públicos (os orelhões) em todas as localidades com menos de 100 habitantes em até três anos. Nos primeiros dois anos, as empresas terão que atender 40% das localidades.

Conforme política do Ministério das Comunicações, estas novas metas terão que ser custeadas pelo Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust), que tem mais de R$ 5 bilhões acumulados por repasses obrigatórios das empresas de telecomunicações. O Fust foi criado justamente para subsidiar a implantação de serviços de telecomunicações em comunidades carentes. Até hoje, porém, só foram gastos pouco mais de R$ 1 milhão, no programa para o atendimento dos portadores de deficiência auditiva.

A lei do Fust só prevê que os recursos devem ser aplicados em telefonia fixa, tornando impossível a sua utilização para a ampliação da banda larga no país. Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei para mudar as finalidades de gastos desses recursos para que possam ser aplicados na ampliação da rede de banda larga no país. ( Da Redação )

Anterior PGR preve separação funcional a curto prazo e estrutural em 10 anos
Próximos Senna deixa a TV Brasil