“Fazemos banda larga, e não planos”, provoca SindiTelebrasil.


 O embate em torno do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) acirrou-se hoje, durante a  audiência pública no Senado Federal, quando os representantes da iniciativa privada, da Telebrás e dos provedores de internet atiraram suas farpas e fizeram duras provocações uns contra os outros. O diretor-executivo do SindiTelebrasil – entidade patronal que representa as maiores …

 O embate em torno do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) acirrou-se hoje, durante a  audiência pública no Senado Federal, quando os representantes da iniciativa privada, da Telebrás e dos provedores de internet atiraram suas farpas e fizeram duras provocações uns contra os outros.

O diretor-executivo do SindiTelebrasil – entidade patronal que representa as maiores operadoras de telefonia fixa e móvel que atuam no país – Eduardo Levy, por duas vezes frisou que as empresas privadas tinham "fatos e não planos" a apresentar, insurgindo-se, assim, não mais apenas contra a estatal Telebrás, mas, ao que parece, contra o próprio PNBL. E entre os números que apresentou, o executivo frisou que as empresas privadas – fixas e móveis – instalaram, nos primeiros três meses deste ano, sete acessos banda larga por minuto. "Consideramos apenas a venda dos acessos de banda larga fixa e dos modens 3G", assinalou ele. Segundo Levy,  foram vendidos, no primeiro trimestre deste ano, 882,566 mil acessos, excluídos os aparelhos celulares de 3G, que também podem prover a conexão à internet.

Ainda conforme o diretor do sindicato, 71% das conexões já estão acima de 512 Kbps (em outra crítica velada à política do governo, que quer começar com 512 Kbps), das quais 44% ficam entre 512 Kkbps e 2 Mbps e 27% com mais de 2 Mbps.

O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, por sua vez, não deixou por menos e chegou a citar o ex-ministro Sérgio Motta, que privatizou as telecomunicações, como exemplo favorável ao atual plano de Lula. " O ministro Sergio Motta impediu, à época que a Embratel oferecesse banda larga para estimular o surgimento dos pequenos provedores. Hoje, no entanto, 94% dos acessos banda larga no país são ofertados por cinco empresas que detêm a rede de transporte e impede o ingresso dos pequenos competidores", afirmou.

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