“Compra da BrT ficará inviável, se SCM sair da concessão”, diz presidente da Oi.


O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, afirmou hoje que a operação de compra da Brasil Telecom ficará inviabilizada se a Anatel incluir no Plano Geral de Outorgas (PGO) a determinação para as concessionárias tirarem os seus serviços de banda larga da concessão, forçando-as a criar uma nova empresa de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). …

O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, afirmou hoje que a operação de compra da Brasil Telecom ficará inviabilizada se a Anatel incluir no Plano Geral de Outorgas (PGO) a determinação para as concessionárias tirarem os seus serviços de banda larga da concessão, forçando-as a criar uma nova empresa de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). “Esta proposta destrói valor da companhia, o que significa que põe em risco a viabilidade desta operação”, afirmou o exeutivo. Falco participa do 52º Telebrasil.

Segundo ele, a OI seria a maior prejudicada  com esta proposta, pois, ao se fundir com a Brasil Telecom, passaria a estar presente em 97% do território brasileiro, sofrendo  muito mais as conseqüências desta medida do que a sua concorrente direta, a Telefônica, que só ocupa 3% do território nacional. “Ficaremos obrigados a carregar um piano de cauda muito pesado. O governo precisa decidir se quer uma empresa nacional forte ou não”, completou ele.

Para Falco, a retirada da banda larga da concessão pelo instrumento do Plano Geral de Outorgas (PGO), além de desvalorizar as empresas – o que obrigaria, inclusive, a uma renegociação entre os sócios pelo valor ofertado pelas ações da Brasil Telecom,  – criará novos custos, como o aumento de impostos. “Estamos convencidos de que a união das duas empresas irá aumentar a competição, reduzir  tarifa de telefonia e fortalecer o desenvolvimento tecnológico nacional, “ afirmou.

Falco deu um recado ao Poder Executivo, que, afinal, tem grande participação societária na empresa: “Se o governo apóia a criação desta empresa nacional, deveria buscar uma posição unânime, dando sinais para o mundo de que quer mesmo fortalecer este projeto”, afirmou.

O presidente da Oi assinalou ainda que não tem nada contra esta proposta ser discutida em outra etapa, no PGR (Plano Geral de Atualização do Margo Regulatório), mas não concorda que seja imputada no PGO. “Nós já pagamos R$ 315 milhões para acabar com todas as pendências societárias da Brasil Telecom, numa clara demonstração de que acreditamos no projeto”, concluiu.

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