PT terá na Oi os mesmos direitos dos fundos de pensão


O comunicado enviado pela Portugal Telecom à bolsa de valores portuguesa (CMVM) traz mais detalhes sobre como ficará o controle da empresa brasileira após a confirmação da operação.

Para chegar ao final do processo com 22,38%  da operadora TMAR, a Portugal Telecom fará os seguintes movimentos:

–    A PT vai comprar 35% do capital da AG Telecom e outros 35% do capital da L.F Tel (os dois são os controladores privados da Oi, com 19,3%, cada). O ingresso nas duas empresas privadas lhe dará “importantes direitos”, explica a PT, que lhe permitirá consolidar a mesma proporção na Telemar Participações.
–    A PT compra, diretamente, 10% das ações da Telemar Participações (a holding que controla a Tele Norte Leste (TNLP) e a Telemar Norte Leste S.A -a operadora). Participa do aumento de capital de R$ 4,2 bilhões da TmarPart para manter fatia de 10%. Valor desta etapa: R$ 4,7 bilhões.
–    A PT acompanha o aumento de capital da TNLP, de R$ 12 bilhões, até o limite de R$ 2 bilhões
–    A PT acompanha o aumento de capital da TMAR, de outros R$ 12 bilhões, até o limite de R$ 1,7 bilhão.

Ainda conforme a operadora portuguesa, ela terá direito de indicar um membro efetivo e um suplente no board da Telemar Participações, além de um diretor e dois membros no conselho de administração da TNLP, mas nenhum na operadora.

Como fica o controle:
Atualmente, os controladores da Oi estão assim distribuídos:
AG Telecom – 19,3%
La Fonte (LF Tel) – 19,3%
Fundação Atlântico (BB) – 11,5% . Estes três formam o “núcleo duro” do controle, com 50,1% das ações ordinárias. Fundos Previ, Funcef e Petros têm hoje 32,9%
BNDESpar tem 16,8%, completando 99,74% das ações.

Com o ingresso da PT a nova empresa ficará assim:
Núcleo duro continua o mesmo: AG; La Fonte e Fundação Atlântico com 50,1% das ações ordinárias, mas a PT passa a fazer parte da AG e La Fonte, com 35%.
Participação do BNDEspar se mantém em 16,5%
Diminui a participação dos fundos de pensão para 23,1% para que a Portugal Telecom tenha os 10% da TmarPart.

Com isso, o poder da Portugal Telecom será igualado ao dos fundos de pensão.

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