Próximo incentivo do governo será para smart grid


O secretário de Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Nelson Fujimoto, lembrou que o programa de software anunciado hoje pelo MCTI faz parte de uma estratégia mais ampla de política pública do governo, estabelecida no plano Brasil Maior. “O programa de software e serviços de TI foca em um aspecto de um plano maior, que inclui a desoneração da folha de pagamentos para o setor de TIC, fomento para a produção de equipamentos de telecomunicações e incentivo ao setor de semicondutores, entre outras ações já anunciadas”, lembrou Fujimoto. O próximo passo, informou, será o lançamento de um programa nacional de apoio a indústria de smart grid, que está sendo desenhado pelo governo.

“Estamos discutindo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e com o Ministério de Minas e Energia a formulação desse programa, que visa o incentivo a produção de equipamentos com tecnologia nacional, tanto para a parte de transmissão quanto de distribuição”, disse o secretário de inovação do Mdic. “Nossa ideia é lançar um programa para incentivar o desenvolvimento de tecnologia e de software embarcado”, acrescentou. Fujimoto deu como exemplo a troca de medidores analógicos por digitais, que deve acontecer até 2021, envolvendo um total de 64 milhões de medidores em todo o país. “Isso representa uma média de 5 milhões de medidores por ano e, embora a troca não seja obrigatória, é uma tendência de mercado e vai acabar acontecendo”, observou.

O secretário também lembrou que a proposta de política pública do governo para TIC prevê uma revisão do PPB (Processo Produtivo Básico) para a cadeia produtiva de semicondutores. As discussões sobre o PPB estão sendo feitas no âmbito do comitê de TICs, presidido pelo secretário de Política de Informática do MCTI, Virgílio Almeida, e que tem como vice Nelson Fujimoto.

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