Provisionamento da BrT: ruim no curto prazo, bom no médio


O mercado financeiro reagiu negativamente à notícia divulgada ontem pela Brasil Telecom  de que fará um provisionamento de R$ 622 milhões sobre o resultado de 2005.  Entre os motivos descritos pela empresa para as provisões estão: contingências trabalhistas, ajustes de cálculos atuariais, estornos de créditos fiscais de ICMS, riscos de perdas em co-billing e novas …

O mercado financeiro reagiu negativamente à notícia divulgada ontem pela Brasil Telecom  de que fará um provisionamento de R$ 622 milhões sobre o resultado de 2005.  Entre os motivos descritos pela empresa para as provisões estão: contingências trabalhistas, ajustes de cálculos atuariais, estornos de créditos fiscais de ICMS, riscos de perdas em co-billing e novas regras de arrecadação do FUST (via súmula da Anatel).

“É negativo. O valor provisionado corresponde a 81% da nossa expectativa de  EBTIDA para o quarto trimestre de 2005. A maior parte das provisões refere-se  a processos judiciais com alta probabilidade de perda”, comenta relatório divulgado hoje pelo Espírito Santo Research.

Ontem, ações da companhia tiveram baixa significativa na Bovespa (BRTP4, -3,07% e BRTO4, -2,92%). “Esperávamos um provisionamento mais tímido, o valor apresentado afetou negativamente no curto prazo”, explica Eduardo Roche, analista do  Ágora Senior. “Soma-se a isso a reunião da nova diretoria (em dezembro de 2005) que  deu uma sinalização conservadora, com previsões de limitação do resultado operacional”, acrescenta. A tendência, segundo analistas é que as ações continuem, por enquanto, tendo desempenho abaixo do Ibovespa.

Outro lado
Por outro lado, o provisionamento foi visto como positivo no sentido de  representar um “limpeza do balanço” da companhia. “Ela estará menos exposta a efeitos não recorrentes no futuro”, explica a análise no Espírito Santo, que  deu recomendação neutra para compra de ações da empresa (BRTP4 e BRTO4).

“É aquela coisa, o problema foi identificado, diminui o risco e a desconfiança sobre a companhia”, comenta Eduardo Roche. “No médio prazo vemos um efeito positivo para a Brasil Telecom”, finaliza o analista do Ágora Senior”.

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