Provedores regionais vão conectar 100 cidades da Bahia com fibra


Um grupo de provedores regionais vai conectar com fibra óptica 100 cidades do interior da Bahia nos próximos dois anos. O projeto já está em execução, para interligação de quatro cidades. Até o final deste ano, outras onze ligações devem ser concluídas. As empresas envolvidas formaram um consórcio com o objetivo é alavancar a internet rápida em pequenas cidades do estado.

Nas primeiras 15 cidades o investimento é estimado em R$ 2 milhões a R$ 3 milhões, feito com recursos próprios e cartão BNDES. Nesta semana, o governo se comprometeu a reservar R$ 100 milhões para um fundo garantidor, com o objetivo de acelerar os investimentos por parte dos pequenos em redes.

O consócio que vai cobrir as primeiras cidades se chama Conid e tem sede em Cícero Dantas, cidade com pouco mais de 30 mil habitantes, localizada a 300 km da capital, Salvador. O consórcio tem uma rede híbrida, de 500 km de extensão, com rádios licenciados, não licenciados e fibra. “Este é nosso backbone. Quatro das cidades estão interligadas com fibra”, diz Jackson Almeida, conselheiro da Abrint, associação à qual pertencem os provedores regionais na empreitada e CEO do provedor Magainfoline, integrande do Conid. Até o final do ano, mais duas cidades devem ser interligadas com fibra.

“Outro projeto, sendo tocado em paralelo, prevê instalar a última milha junto ao cliente final. Iniciamos este projeto de FTTH em duas cidades, e em uma delas já estamos ativando os equipamentos”, conta. A cidade é Ribeira do Pombal, com cerca de 50 mil habitantes e a 270 km da capital baiana. Em março do próximo ano, o FTTH chega à cidades de Tucano, Euclides da Cunha e Monte Santo (todas na BA) e em Poço Verde (SE).

Com os resultados, e implantação rápida de infraestrutura, os provedores do Conid já começam a se mobilizar para ampliar o consórcio e acelerar o crescimento por mais cidades. “O consórcio maior tem como objetivo unificar as redes já existentes, e nosso ponto de convergência será Feira de Santana, onde ativaremos em novembro nosso ponto de troca de tráfego privado. A idéia é atrair para lá todos os grupos existente para fomentar negócios, aumentar a oferta de serviços dentro das redes já ativas e incentivar a criação de mais redes”, conta Almeida.

Cada cidade fica a uma distância de 30 km uma da outra, em média. Esta primeira etapa deve atender, ainda, 15 mil domicílios. Somadas, as cidades têm população de pouco mais de 300 mil habitantes. Outros grupos ligados à Abrint interligarão as outras 85 cidades. Toda a interligação deve levar dois anos para ser executada. Os projetos são executados caso a caso. “Se desta forma, sem qualquer incentivo fiscal, esses empresários conseguem chegar tão longe, imagine o que serão capazes de fazer com a adoção das linhas de financiamento que negociamos com o governo”, ressalta Erich Rodrigues, presidente da Abrint.

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