Provedores dos EUA chamam reclassificação da banda larga de “arbitrária”


A National Cable & Telecommunications Association (NCTA), entidade que reúne os provedores de banda larga fixa dos Estados Unidos, não gostou da decisão da Federal Communication Commission (FCC) de elevar a velocidade de download e upload mínimo para que um serviço seja classificado como banda larga. A entidade acusa a FCC de tentar ampliar o próprio poder, e, em nota, chama a decisão de “arbitrária”.

“Em vez de se basear em um cenário preciso do mercado norte-americano de banda larga e nas necessidades e usos dos consumidores, a medida da FCC é um claro esforço para justificar e ampliar o alcance da autoridade da própria FCC”, reclama a NCTA.

A entidade afirma que as empresas de cabo associadas ultrapassam as novas exigências, com 85% das pessoas atendidas por cabo recebendo 50 Mbps ou mais. No entanto, defende que a reclassificação prejudica a conceituação de outras formas de acesso usadas por milhões de pessoas.

Zona rural
Ontem (29) a reguladora do setor de telecomunicações norte-americano determinou que as conexões deverão entregar pelo menos 25 Mbps de download e 3 Mbps de upload para ser categorizadas como banda larga. Até então, seguindo norma de 2010, era chamada de banda larga conexões 4 Mbps/1Mbps.

A autarquia afirma que a evolução da banda larga em zonas rurais ficou aquém da vista nos centros urbanos. Determinando um novo limite, a expectativa é fazer as empresas melhorarem a oferta em áreas remotas. Com a atualização, 17% da população (55 milhões de norte-americanos) passa a ser considerada carente de conexão rápida. No campo, a proporção é maior: salta para 53% das pessoas (22 milhões). Nas zonas rurais, ressalta a FCC, 20% das pessoas sequer têm acesso com velocidades de 4 Mbps/1Mbps.

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