Provedor ajuda Cianet a desenhar soluções para o mercado


O primeiro produto, resultado do trabalho de cocriação com clientes, é um software de análise estratégica do mercado para ajudar o provedor a rentabilizar a rede. Do laboratório de inovação da empresa, que marca seu reposicionamento no mercado, surgiram mais dois produtos desenvolvidos em parceria.

Silvia-Foster
Silvia Foster, CEO da Cianet

Para inovar e manter seu espaço em um mercado cada vez mais competitivo, a catarinense Cianet, criada nos anos 1990 para oferecer equipamentos para comunicação de dados, decidiu se reinventar. Seu público-alvo continua o mesmo, os provedores regionais de acesso à internet e serviços de telecomunicações. Também não abandonou a fabricação e venda de equipamentos, de marca própria ou de terceiros, para redes ópticas. Mas abriu uma nova vertente de negócios: soluções para o mercado de provedores. E para criar essas soluções montou um laboratório de inovação e trouxe para dentro dele, em sua sede em Florianópolis (SC), clientes, ou seja, provedores dispostos a participar de projetos de criação e parceiros, com o mesmo objetivo.

Os resultados de um ano de trabalho foram apresentados ontem, durante o lançamento da nova marca da empresa, no primeiro dia do evento ISP.Next Summit, que se encerra hoje em Florianópolis. As primeiras soluções a integrar o portfólio da empresa são um novo modelo de negócios, desenvolvido em parceria com a SupplyX; um sistema para monitorar o WiFi na casa do cliente, em parceria com a TGR e ainda em fase de testes; e um produto da própria equipe da Cianet, o Data Map ISP, que foi desenvolvido com auxílio de provedores clientes e testado por eles em pilotos na capital e interior de Santa Catarina.

De acordo com Silvia Foster, que assumiu o comando da empresa há um ano depois de dirigir por oito anos a área comercial, não foi fácil enfrentar o processo de transformação interna, de alterar processos arraigados de como fazer as coisas e aprender a ouvir o mercado e os clientes. “Antes, os lançamentos, as tecnologias, tudo era decidido dentro de casa, com base na nossa percepção de mercado e conhecimento”, relata ela, responsável por comandar a mudança que impôs romper com alguns dogmas, como manter uma equipe de P&D própria e pouco flexível. “Agora, contratamos fora. Fomos atrás da open innovation, de novos movimentos”, relata a executiva.

O movimento de renovação da companhia, uma S/A de capital fechado, foi feito antes que ela começasse a sofrer os efeitos de seu imobilismo. A empresa vem crescendo na casa dos dois dígitos e registrado lucro, de acordo com Silvia que não abre os números. Para este ano projeta crescimento de 17% e espera outros 22% para 2018.

O processo não se encerrou com a realização do evento. O objetivo da equipe da Cianet é fazer do ISP.Next um movimento permanente. Para isso foi lançado um site (www.ispnext.com.br), no qual os provedores podem se inscrever e informar se desejam ser parceiros de desenvolvimento, testar produtos, participar de workshops ou sugerir outras atividades conjuntas no laboratório de inovação.

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