Proteste reprova planos 3G de todas as operadoras


Má cobertura e entrega de velocidade abaixo da contratada são os principais problemas detectados pela Proteste Associação de Consumidores em levantamento de planos 3G nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul com os planos 3G. “Os testes mostraram que é muito difícil ter uma conexão de alta velocidade fora das principais cidades”, diz o relatório da entidade.

De acordo com o levantamento, a cobertura da Claro é a pior entre as avaliadas. Em São Paulo, diz a entidade, 62% das tentativas de acessar a rede 3G foram sem sucesso. Em média, mais da metade das vezes que se é tentado usar o 3G da Claro, há problemas e não há conexão. A operadora que, segundo a Anatel, tem a melhor rede de acesso, também apresentou baixos registros fora da região metropolitana de São Paulo e baixas taxas de downloads no Nordeste.
 

Os testes da Proteste mostraram que a Oi apresentou resultado ruim no Nordeste. Apenas em poucos pontos dos quase 2000 km rodados, a operadora obteve boa conexão. Salvador, Maceió, Recife, João Pessoa e Fortaleza possuem conexão 3G  em 1Mbp/s. Também não foi encontrado nenhum sinal da Oi na cidade de Sorocaba (SP). E a conexão nas estradas paulistas ficou aquém do esperado.
 

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A TIM, segundo a entidade, apresentou sinal fraco no litoral paulista e nas cidades de Foz do Iguaçu e Florianópolis. A conexão também foi lenta em Belo Horizonte (RJ), Paraty (RJ) e nas cidades de Sorocaba e Campinas (SP).  A Vivo deixou a desejar no Sul, com más taxas de download. E também apresentou problemas nas estradas paulistas.
 

“No geral, o resultado é muito ruim para todas as operadoras. Há muitas regiões sem cobertura nenhuma e mais ainda com cobertura de baixa qualidade”, sustenta a entidade. Técnicos da Proteste percorreram, de 4 de março a 25 de abril, cinco mil quilômetros passando por 12 estados, e comprovaram que há muitos trechos com conexões precárias ou até mesmo inexistentes. “Navegar na internet móvel em alta velocidade, só mesmo nas capitais ou em algumas das regiões metropolitanas. Longe dessas áreas, quando a conexão é possível, dificilmente é rápida”, avalia.
 
 
A análise de qualidade da rede 3G da entidade englobou a avaliação da cobertura em relação ao número de vezes em que foi tentado fazer o registro de velocidade. Foram levados em conta três aspectos: download, upload e latência. As redes avaliadas foram a 3G (HSPA, HSPA+) e a GSM (EDGE e GPRS), em todas as operadoras, que são as redes 2G.

 
Baseando-se nos resultados da velocidade de download e upload, todo resultado maior do que 400 Kbp/s foram considerados 3G. Qualquer outra rede mostrada pelo aplicativo (HSDPA, HSPA+, etc.) também foi considerada como 3G. Durante as viagens, os sinais foram captados pelo aplicativo Speedtest da “Ookla Speedtest”. E o mesmo telefone foi usado para todas as operadoras: o Samsung Galaxy SII LTE.(Da redação, com assessoria de imprensa).

 

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