Proteste rejeita plano da Anatel para reduzir número de orelhões no país


Queda na procura e no faturamento dos TUPs se deve a negligência da agência reguladora, que deveria propor novos usos para aparelhos, como oferta de conexões WiFi, diz coordenadora da associação.

A coordenadora institucional da Proteste, associação de consumidores, Maria Inês Dulci, diz que a organização vai trabalhar para que a Anatel retire do próximo PGMU – STFC (2016-2020) a proposta de redução do número de orelhões instalados no país em troca de construção de infraestrutura em fibra óptica.

Segundo ela, os terminais de uso público (TUPs) foram negligenciados por agência e operadoras nos últimos anos. “Por isso houve queda na procura e no faturamento. Está havendo descumprimento, pelo Estado, das obrigações estabelecidas na Constituição Federal e no Código de Defesa do Consumidor”, diz.

A Proteste, inclusive, defende aumento na instalação de TUPs, obedecendo cotas de terminais adaptados para deficientes, e em locais públicos, como escolas e hospitais. “Entendemos que é responsabilidade das concessionárias fazer isso, independentemente de cobranças”, diz.

A queda na procura dos terminais públicos poderia ser revertida com oferta de outros serviços, como conexão de dados, sugere. “O Brasil deveria seguir o exemplo de Nova York, que passou a oferecer WiFi pelos orelhões”, observa.

O PGMU que vai vigorar no próximo quinquênio será colocado em breve em consulta pública pela Anatel, quando poderá receber comentários por 180 dias. A agência pretende realizar, também, audiências públicas, em diferentes cidades, para dialogar com empresas e população. A agência também aprovou, na última quarta-feira (18), adoção de novos serviços nos TUPs, como chamadas precedidas por publicidade.

Anterior MC1 e Mobile People unem operações
Próximos GVT Freedom chega a 58 novas cidades

1 Comment

  1. Rubens
    25 de junho de 2014

    O Proteste é uma entidade anacrônica que se especializou em apegar-se
    a um discurso preso ao passado apenas para marcar presença politica…

    A telefonia fixa convencional é um serviço que está enfrentando dificuldades no mundo inteiro. Para rentabilizar a malha de acesso fixa (cobre, coaxial ou fibra), é necessário que múltiplos serviços se utilizem daquele suporte. Caso contrário aquela infraestrutura não se paga. Ponto.

    Nao apenas os telefones publicos, mas todo o servico de telefonia fixa (voz) por fios está morrendo. E ao inves lutar por novas solucoes e novos usos que viabilizem a modernizacao da malha, o Proteste nao larga esse discurso obsoleto distanciado da realidade…

    Como eu costumo dizer, se algum dia o Proteste fosse atuar na area de televisao, seria para defender com unhas e dentes a continuacao dos televisores de tubo CRT no mercado…