Proteste quer Minicom protegendo o WhatsApp


shutterstock_Tashatuvango_Tendencia_Internet_Operadoras_Tecnologia_VoipA Proteste – Associação de Consumidores vai protocolar nesta terça-feira (1º) no Ministério das Comunicações, em Brasília, documento pedindo que o ministério proteja o WhatsApp, prevenindo que o serviço, e outros tipos de OTTs, sofram bloqueios ou onerações. A iniciativa é resultado da campanha “Não calem o WhatsApp”, que teve a adesão de 51.640 consumidores desde agosto.

No documento, a organização pede que o Minicom garanta os direitos estabelecidos com o Marco Civil da Internet, como o caráter livre e aberto da rede, com respeito ao princípio da neutralidade e a inclusão digital.

Operadoras de telecomunicações já manifestaram diversas vezes que consideram desigual o tratamento legal dado às empresas Over the Top (OTTs), como o WhatsApp. A companhia com posição mais vocal contra o app é a Telefônica, com seu CEO comparando o serviço à pirataria. A discussão levou até mesmo a Anatel a estudar medidas que equilibrem o jogo nas telecomunicações.

A Proteste pedirá ao Ministério das Comunicações que haja a mínima interferência na dinâmica de desenvolvimento de aplicações e conteúdos na internet, a fim de se garantir a liberdade de expressão, o livre fluxo de informações, a garantia do menor custo para cidadãos e consumidores, assim como a inovação e a garantia de ambiente concorrencial para estes mercados. (Com assessoria de imprensa)

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1 Comment

  1. Marcio
    1 de dezembro de 2015

    Mas as operadoras tem razão em reclamar com a Anatel, afinal, pagam mais de 40% só em impostos, enquanto as OTT’s não pagam nada de imposto, nem tem obrigação de manter pontos de atendimento no Brasil, callcenter 24h, etc… Sem querer defender as Teles que acredito pisarem muito na bola com os consumidores Brasileiros, mas é sim uma concorrência desleal.
    O que a Proteste deveria fazer era cobrar do MINICOM medidas que desonerem as Teles para que possam não ter tanto impacto, porque bloquear como estão fazendo com o Uber, está mais do que provado não ser o caminho adequado, muito menos inteligente.