Projetos de FTTH crescem no mundo e engatinham no Brasil


Além da Ásia, que lidera em número de acessos FTTH (Fiber to the Home), começa a disseminar o uso dessa tecnologia em países de outros continentes. No Brasil, a opção pela rede de acesso por fibra ainda é pequena mas também há projetos em implementação. Além da Telefônica, que já passou fibras em mais de 400 residências em cidades do Estado de São Paulo, e tem 15 mil assinantes no FTTH, a Copel, no Paraná, está implementando uma rede de acesso em Curitiba, para cobrir 300 mil residências, e pretende conquistar 50 mil assinantes de FTTH em dois anos. Os dados foram apresentados hoje pelo gerente de networking da Furukawa, Nelson Saito, que fez uma apresentação sobre cidades digitais com a tecnologia FTTH, na Convenção Iberoamericana de Canais, que a fabricante realiza em Comandatuba, na Bahia.

Saito lembrou que a Oi anunciou os planos de levar a rede de fibras para 200 mil residências e a GVT oferta 100 Mbps ponto a ponto, mas ainda com cobertura limitada nas cidades onde tem a rede.

Ao contrário do Brasil, em outros países começa a disseminar o uso de FTTH, caso da Europa, que já está com mais de 8 milhões de assinantes. Só a Russia construiu, no último ano, uma rede que passa por 4,1 milhões de residências. “Na Europa não evoluiu muito por questões regulatórias em alguns países como a Alemanha e a Espanha”, observou Saito, em referência a obrigatoriedade do unbundling, que, no seu entender, desestimula as operadoras a investirem em novas redes. Nas Américas, informou, são 8,1 milhões de assinantes.

O maior uso do FTTH continua sendo na Ásia-Pacífico, com mais de 60 milhões de assinantes. Só no Japão, são 19 milhões de usuários de FTTH que pagam, em média, US$ 35 por uma conexão de 100 Mbps. A oferta da Telefônica, que oferece conexão de 30 Mbps, é de R$ 119, enquanto o plano da Copel é de oferecer o acesso, com velocidade de 100 Mbps, a um custo fixo de R$ 99,00, mais cobrança do consumo de banda, o que deve resultar numa mensalidade média de R$ 150.

A jornalista viajou a convite da Furukawa

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