Proeletronic prepara filtro para ERBs e versão popular para TV


A brasileira Proeletronic atende há 22 anos o mercado nacional, com soluções para recepção em UHF e VHF. Responsável por implantar três cenários de recepção do sinal de TV Digital com a operação do sistema de LTE em 700 MHz, nos testes que a Anatel realiza em Pirinópolis (GO). A companhia agora desenvolve um sistema de filtros para estações rádio base (ERBs) e um filtro para recepção de sinal de TV Digital de baixo custo, na expectativa de ampliar a atuação de negócio com a necessidade de implantação de sistemas que evitem a interferência entre os dois sistemas.

“Já temos know how de produção de filtros. Eles estão prontos, mas aguardamos os resultados dos testes práticos para fechar os modelos”, explica Alexandre Trindade, diretor comercial da Proeletronics.

A companhia, de 280 funcionários e duas unidades produtivas, cresceu cerca de 30% nos últimos dez anos. Em 2013, porém, avaliou que era momento de reestruturar o negócio, com o fim da linha de produtos VHF. No final de 2012, a empresa já havia adaptado a fábrica que mantém em Guararema (SP) para receber os benefícios fiscais de adaptação ao Processo Produtivo Básico (PPB). No ano passado, foi a vez da unidade de Paraisópolis (MG) receber a adaptação. Em 2013, o crescimento ficou em 8% e, para este ano, a perspectiva é de um avanço no faturamento de 10%.

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As incertezas sobre quem pagará os custos de adaptação dos sistemas de recepção e da migração das emissoras não permite que a Proeletronics delineie um futuro mais otimista. “Como o governo ainda não definiu quem vai pagar essa conta, a gente fica um pouco cauteloso em avaliar o mercado”, explica Trindade.

Para o diretor comercial, maiores avanços no setor de tecnologia, por empresas brasileiras, careceriam de uma visão de financiamento a juros baixos pelo governo brasileiro. E, ainda, maior apoio para exportação. “São pouquíssimas as empresas brasileiras de tecnologia que conseguem ganhar o mercado externo”.

Testes
A Proeletronic participa em quatro cenários de testes com antenas em Pirinópolis. São três ambientes residenciais – com antena interna passiva, antena interna amplificada (com 20 DB de ganho) e antena externa – e um ambiente de condomínio, com divisão para quatro pontos por andar e amplificação de linha de 35 db 1 Ghz de potência.

Com a experiência que foi buscar no exterior processos de migração semelhantes ao que o Brasil passará, a Proeletronics avalia que o maior risco de interferência está em antenas externas amplificadas. “Quando o sinal de LTE entrar nessas antenas, não tem como colocar filtro. Os consumidores terão que trocar”, afirma Trindade.

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