Produtividade, o X da questão.


O crescimento da atividade econômica e o aumento da oferta são consequência direta da evolução da produtividade. E, no Brasil, ela tem avançado apenas modestamente, de acordo com o diagnóstico do economista Marcos Lisboa, feito no início do VI Seminário Telcomp 2013, realizado hoje (25). Nos anos 2000, exemplificou, o crescimento foi razão direta do avanço da produtividade, crescimento que, acentuou, resultou da evolução do agronegócio e dos serviços financeiros. “A indústria não colaborou com nada”, afirma.

A partir de 2011, novamente, o crescimento da economia não resultou da evolução da indústria em geral, nem da construção civil, mas, novamente, dos serviços. Como tantos, Lisboa, vice-presidente do Insper – Instituto de Ensino e Pesquisa, acusou a carga tributária, equivalente a cerca de 37% do PIB, como uma das responsáveis pelo fraco desenvolvimento. Na maioria dos países, comparou, os impostos ficam entre 20% a 30% do Produto. Pior: a carga de impostos aumenta, sem beneficiar os serviços públicos.

O economista também criticou a proteção tarifária existente no país: “Quanto menor, maior o avanço tecnológico embutido nos produtos importados”, concluiu.

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