Previsões para 2015: 4K pela internet móvel, VoLTE e priorização de trágego


A consultoria Analysys Mason divulgou previsões sobre os rumos das operadoras ao longo de 2015. Os principais pontos do relatório indicam que a prioridade será melhora da banda larga; que mais operadoras vão se posicionar como empresas de serviços digitais; que a virtualização vai orientar o desenvolvimento de novas tecnologias de rede, enquanto as conversas pelo padrão das redes 5G continuam; que o compartilhamento de rede deve aumentar, bem como a preocupação com o atendimento ao consumidor.

A Analysys Mason enxerga entre as tendências maior investimento do LTE. A tecnologia será adotada em maior escala, e vai contribuir para a largada do vídeo 4K em dispositivos móveis. A alta resolução dos vídeos é considerada essencial para impulsionar o consumo dos dados.

A voz sobre WiFi e sobre LTE (VoLTE) vão se tornar mais comuns. Essas tecnologias serão usadas especialmente para impulsionar cobertura em ambientes fechados. Devem impulsionar o desenvolvimento de aplicativos das operadoras para conversação, que poderão ser baixados (OTT) ou já virão embarcados nos sistemas operacionais.

Os bundles com telefonia fixa e móvel devem se tornar mais comuns, especialmente nos países europeus, seguindo exemplos bem-sucedidos na França, Portugal e Espanha. O driver será a consolidação, uma vez que o movimento de fusões e compras devem continuar.

Apesar do intenso debate em torno da neutralidade de rede ao longo de 2014, as operadoras móveis vão adotar políticas de priorização de tráfego, em benefício de voz e vídeo sobre outros dados. Também devem comercializar pacotes de priorização para serviços especializados. Segundo a Analysys Mason, havera uma onda de operadoras ampliando o foco em serviços end-to-end. Quem vai liderar essa onde será a América do Norte.

A adoção do VoLTE vai crescer, embora os benefícios ao consumidor da tecnologia ainda não sejam claros, principalmente devido às dúvidas, no curto prazo, sobre a interoperabilidade. A consultoria recomenda às operadoras trabalhar em conjunto para conseguir superar a competição com serviços VoIP OTT.

As operadoras vão aprimorar e oferecer novos e mais amplos serviços com foco em pequenas e médias empresas, especialmente pacotes que permitam o gerenciamento de equipes que usam os dispositivos pessoais com finalidade profissional (BYOD).

Quanto ao big data, as operadoras devem reduzir o foco em revender informações dos usuários, mas investir mais em analisar, elas mesmas, tais dados, oferecendo serviços de análise em tempo real.

Finalmente os dispositivos vestíveis se tornarão mainstream, na esteira do lançamento do Apple Watch. A estimativa é que 44 milhões de vestíveis sejam vendidos no ano. Além disso, as operadoras farão mais parcerias para explorar nichos como o de saúde e bem-estar. Áreas que tendem a crescer, mas que vão gerar pouca receita neste ano.

Segundo a consultoria, ao menos cinco grandes operadoras vão se reposicionar ao longo do ano como provedores mundiais de serviços digitais, distribuindo data centers pelo globo. Isso vai aprofundar uma competição entre companhias de provimento de tecnologia da informação e as teles.

As empresas de infraestrutura de TI vão, ao longo do ano, desenvolver ofertas especializadas para as operadoras lidarem com internet das coisas e M2M, seguindo novos padrões a serem publicados pela 3GPP.

O debate pela definição do 5G vai continuar. Operadoras como a japonesa NTT DoCoMo e a sul-coreana SK Telecom devem apresentar visões próprias para as redes de próxima geração, com uso intensivo de hetnets e melhora de eficiência do que já existe.

Compartilhamento de redes, de transmissões, bem como movimento de consolidação e de iniciativas conjuntas vão acontecer, e muito. Segundo a consultoria, até o compartilhamento de espectro vai ocupar a agenda dos reguladores, em especial na Europa.

Finalmente a tecnologia G.Fast será usada em larga escala, na segunda metade do ano. As operadoras continuam a querer se beneficia do custo reduzir em aproveitar o cobre da última milha.

A virtualização de funções de rede e uso de redes definidas por software vão impor novas políticas e medidas de segurança, autenticação e acesso. A orquestração de funções virtualizadas vai se aprofundar, com operadoras identificando melhores abordagens para suas particularidades.

A Analysys Mason acredita em um aumento significativo no desenvolvimento de tecnologia óptica (GPON e NG-PON). A expectativa é que o aumento no investimento em redes de fibra só cresça até 2020. Essa infraestrutura é que vai garantir a robustez das redes na próxima década.

Para garantir a eficiência no uso do espectro, mais operadoras mundo afora vão adotar o LTE-A e utilizar agregação de bandas. Como o consumo de vídeo só tende a crescer, haverá mais investimento e otimização de vídeo e qualidade de serviço. A ideia será equilibrar o consumo de banda, a monetização e a experiência do usuário.

As operadoras devem acelerar a integração de empresas adquiridas a seus negócios, gerando operações convergentes que se beneficiem das plataformas em comum de operação. (Com assessoria de imprensa)

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