O diretor de banda larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, afirmou hoje, 31, durante o Painel Telebrasil, que o governo já lida com novos cenários para o programa Banda Larga Para Todos, cujo teto de investimentos calculado é de R$ 10 bilhões para a rede de transportes e de R$ 17 bilhões para a rede de acesso por fibra óptica. ” Esta é uma estimativa preliminar, que pode diminuir”, afirmou ele.

O Minicom estima que os R$ 10 bilhões são necessários para a rede de transporte de banda larga chegar em 90% dos municípios  brasileiros. E os R$ 17 bilhões seriam aplicados na rede de fibra óptica de acesso para atender 45% dos domicílios urbanos brasileiros, o que levaria a velocidade média de 25 MBps até o final do programa (considerando o mercado corporativo).

Leilão Reverso

Para atrair estes investimentos, a proposta do Minicom é que sejam utilizados recursos do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações ) ou recursos orçamentários (para ampliar a participação de empresas que não sejam apenas operadoras de telecom), que seriam “sacados” pelas empresas construtoras das redes dos recursos do Tesouro Nacional anualmente, para além do ano de 2020, permitindo a diluição do pagamento e a possibilidade de convencimento da área econômica. Mas, devido ao aperto fiscal, o Minicom já considera que as metas deverão ser revistas, menos ambiciosas para gastar menos recursos públicos.

As metas do leilão reverso (quem usar menos recurso público leva o leilão) seriam concluídas em 2019, conforme a proposta do ministério.