Presidente dos EUA defende vigilância em massa das telecomunicações


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em coletiva de imprensa realizada ontem (6), defendeu a vigilância em massas dos sistemas de telecomunicações no país como medida para garantir a segurança dos cidadãos. “Não é possível ter 100% de segurança e 100% de privacidade. É preciso fazer concessões, que nos ajudam a combater ataques terroristas”, afirmou.

A afirmação foi feita em resposta à imprensa. Na quarta-feira (5), o jornal inglês The Guardian divulgou em reportagem uma ordem judicial que obriga a operadora de telefonia móvel Verizon a repassassar à Agência de Segurança Nacional dos EUA as ligações telefônicas de seus clientes. A empresa cede ao governo, desde 2006, todos os números que efetuavam e recebiam ligações, a frequência com que tais ligações eram realizadas, a localização dos aparelhos no momento das chamadas, entre outros dados.

Entre os dados repassados não estão os conteúdos dos telefonemas. Mas a ação impressiona pelo volume, pois estima-se que milhões de clientes tenham tido o sigilo telefônico quebrado – e continuam a ter, pois a ordem judicial tem validade até 19 de julho. O governo dos EUA se apoia em uma lei antiterrorismo aprovada durante o governo de George W. Bush após o atendado de 11 de setembro de 2011 às Torres Gêmeas.

Críticos da medida no país lembram que tal vigilância foi criticada por Obama durante as eleições presidenciais e coloca em risco a privacidade dos cidadãos. Hoje, o Guardia e o Wahsington Post publicaram documentos capazes de provar que a Agência de Segurança também obteve acesso, secretamente, aos dados de usuários de nove grandes provedores de serviços de internet, entre os quais, Google, Facebook, Apple, Yahoo e Microsoft.

O acesso aos dados dos internautas faz parte de um programa chamado Prism, que prevê a obtenção e análise do histórico de buscas, do conteúdo de e-mails, da transferência de arquivos, bate-papos e até chamadas de voz sobre IP. Detalhes do programa foram divulgados a partir da abtenção de uma apresentação feita em PowerPoint, criada por funcionários da Agência.

Executivos das empresas negaram ao The Guardian conhecer o Prism ou que tenham repassado informações ostensivamente ao governo através de acesso direto a seus servidores a algum de seus equipamentos. Google, Facebook e Microsoft declararam fornecer dados apenas após solicitação, conforme a legislação local. Segundo o jornal Washington Post, no entanto, o Prism está em funcionamento há mais de um ano e é a principal fonte de informações para um relatório diário entregue a Obama. Segundo fontes do jornal, dados obtidos pelo Prism foram usados em, ao menos, 1.477 documentos secretos. (Fonte: Arede)
 

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