Presidente do SindiTelebrasil vê avanços nas negociações do PGMU


O presidente do SindiTelebrasil, Eduardo Levy, disse nesta terça-feira (26) que as negociações sobre o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) devem chegar a um bom termo, apesar das dificuldades. Ele considera que a inclusão de um serviço que não é o de telefonia fixa (STFC) no plano é muito complicada, porque as obrigações recaem principalmente sobre uma concessionária, a Oi, que opera em duas das três regiões do país.

“Acaba que o plano fica desequilibrado com a inclusão da banda larga, que nem deveria fazer parte das obrigações”, disse Levy. Mas ele admite que o PGMU deve avançar, principalmente porque está sendo negociado com interlocutores que têm capacidade de decidir, o que não ocorria no passado. As negociações estão sendo comandadas pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o secretário-executivo do ministério, Cezar Alvarez.

Para o presidente do SindiTelebrasil, o debate sobre a massificação da banda larga seria facilitado com a participação de outros atores, como as operadoras móveis e de TV por assinatura. “O esforço precisa ser de todos para que se encontrem soluções criativas de superação dos problemas”, defende.

A ampliação da discussão sobre a massificação da banda larga foi, inclusive, uma das recomendações feitas pela presidente Dilma Rousseff ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, na semana passada. Além disso, a presidente admitiu investir até R$ 1 bilhão por ano na construção de rede, de forma a ofertar conexões mais velozes do que 1 megabit por segundo, velocidade que está sendo negociada com as teles no PGMU.

Levy esteve nesta terça-feira com o ministro Paulo Bernardo, mas disse que não discutiu PGMU com ele.

Anterior STJ decide que justiça local é responsável por ações contra blog
Próximos Sony anuncia produção de tablets para este ano