Presidente da TIM defende criação de consórcios para construir backbone


O presidente da TIM, Luca Luciani, disse nesta quarta-feira (4) que se o governo criar as condições para formação de consórcio com o objetivo de construir backbone nas cidades pequenas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, a massificação da banda larga avançará rapidamente. Para isso, ele defende a adoção de ações regulatórias que garantam o compartilhamento de infraestrutura. “A aprovação do regulamento de EILD [Exploração Industrial de Linha Dedicada] já ajuda”, disse.

Luciani, que esteve hoje com o ministro das Comunicações Paulo Bernardo, disse que não é possível pensar em expandir o acesso à internet no Brasil sem a participação das celulares. Sobretudo depois que a cobertura 3G atende a maior parte do país. “Nas cidades pequenas, as móveis têm mais condições de atender do que as fixas”, disse o executivo, lembrando que a universalização da voz só foi possível com o celular. “É claro que ainda há alguns gargalos, mas nada que a regulação não resolva”, disse.

Segundo o presidente da TIM, com as regras adequadas, apenas o setor privado pode investir os R$ 7 bilhões em quatro anos, sem precisar aplicar o dinheiro público. Esse é o valor apontado pelo ministro Paulo Bernardo como necessário para suprir as carências de redes regionais no país. Mas admite que a Telebrás tem um papel muito importante nessa tarefa, porque infraestrutura nunca é demais. O governo admite entrar com até R$ 4 bilhões de recursos do orçamento.

Luciani disse que a decisão da presidente Dilma Rousseff em incluir as móveis no debate sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) foi muito acertada. Ele afirmou que a sua empresa já oferece banda larga a R$ 29,90 em diversas cidades do país, sem diferença de preço. “Ainda há muito espaço para crescer”, disse.

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